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Educação

Governo reajustará salários de docentes em 5% e avaliará marco legal de medidas de protesto

Ministério da Educação anuncia aumento distribuído em duas etapas, mas cinco gremios rejeitam proposta e mantêm paralisação

17/09/2026 03:00 3 min lectura 331 visualizações

Reajuste salarial e diálogo com gremios

O ministro da Educação, Luis Ramírez, anunciou em coletiva de imprensa que o Governo concederá um reajuste salarial de 5% aos docentes, distribuído em duas etapas: 2,4% a partir de janeiro de 2027 e 2,6% adicionais a partir de julho de 2027. Segundo as estimativas apresentadas, isso representa aproximadamente G. 213.000 adicionais por turno, o que equivale a G. 426.000 mensais para docentes com dois turnos.

Quatro gremios docentes aceitaram a proposta do Governo: FEP, APE, ADP e Adofep. Porém, cinco organizações sindicais rejeitaram o acordo e mantêm a greve anunciada: OTEP SN, Otep-Autêntica, UNE-SN, MAS-SN e EA. Os gremios insatisfeitos exigem um reajuste de 8%, o que representa uma diferença de 3 pontos percentuais em relação ao oferecido.

Avaliação do marco legal de medidas de protesto

O ministro Ramírez afirmou que solicitará um parecer à ministra do Trabalho, Mónica Recalde, para que estabeleça juridicamente os limites e requisitos das medidas de protesto, como a greve anunciada pelos gremios insatisfeitos.

Ramírez explicou que existem procedimentos legais que devem ser cumpridos para que uma medida constitua uma greve formal, incluindo a apresentação de notificação ao Ministério do Trabalho, a realização de assembleias e outros trâmites estabelecidos por lei. Indicou que a intersindical apresentou uma notificação ao Ministério da Educação, mas ressaltou que ainda não foi apresentada ao Ministério do Trabalho.

"Vamos a perguntar se esse processo foi cumprido, se as regras foram seguidas e, se não, veremos quais são as recomendações que juridicamente nos corresponda tomar em salvaguarda à educação das crianças. Cada ação tem uma reação, não é uma ameaça. Vou ver o que diz a lei e vou fazer cumprir a lei estritamente", expressou o ministro.

Posição do Governo sobre as medidas de força

Ramírez qualificou como "inentendível" a greve anunciada, argumentando que existe diálogo permanente e que o Governo apresentou uma proposta de aumento salarial. Afirmou que as medidas de força se justificam em circunstâncias particulares, mas que neste caso há encontro e proposta.

O ministro manifestou que a prioridade deve ser evitar a perda de dias de aulas, destacando que as medidas de protesto têm consequências diretas para os estudantes.

"Eu não estou entendendo qual seria o motivo de uma mobilização, porque a sanção é para as crianças. Elas são as que ficam sem aulas", expressou.

Componentes do acordo com gremios

Além do reajuste salarial, o acordo contempla medidas adicionais que incluem atividades pedagógicas, capacitação, avaliação e carreira docente. Também se menciona a alocação de recursos para o escalafão docente e o pagamento de uma dívida histórica vinculada ao Instituto de Previsão Social (IPS).

O presidente da FEP e o ministro da Educação, Luis Ramírez, coincidiram em que a prioridade deve ser proteger a continuidade educativa e colocar as crianças em primeiro lugar nas decisões sobre medidas que afetem o calendário escolar.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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