Governo e médicos chegam a acordo sobre reajuste salarial
Acordo contempla reajuste de G. 2 milhões e melhorias nas condições laborais
"Todos os médicos sem exceção vão ter um reajuste salarial", anunciou a secretária geral adjunta do Sindicato Nacional de Médicos (Sinamed), Rosanna González, nesta segunda-feira à noite. O montante é de G. 2 milhões para todos os médicos, de acordo com a dirigente.
González indicou que os quatro pontos causais da greve foram respondidos pelo Governo. Embora levem a proposta à assembleia para que seja estudada pelos médicos, a porta-voz estimou que ficarão satisfeitos.
"Havia algo que faltava com relação à estrutura. Tínhamos a construção dos hospitais por um lado, resolver o tema dos medicamentos por outro, mas faltava a reivindicação com o gremio médico e hoje isso foi conseguido", expressou.
Outro dos pontos foi o de "melhorar as condições laborais dentro dos hospitais", onde pediram a contratação de mais profissionais e "que não faltem insumos nas urgências e emergências", ao que o Governo assegurou USD 260 milhões a mais para 2027.
Outro tema foi sobre os nomeamentos e adiantaram que para o próximo ano têm 1.500 vacancias a mais para amenizar essa situação de precariedade de alguns médicos. González explicou que a proposta vem do Executivo e que o reajuste será implementado a partir de 2027.
O chefe de Gabinete, Javier Giménez, destacou que o presidente Santiago Peña esteve acompanhando a assinatura do acordo com seu vice Pedro Alliana. Além disso, que essa proposta reafirma o compromisso do chefe do Executivo com a saúde.
Enquanto o novo ministro de Saúde, Isaías Fretes, assegurou que estão em um momento histórico. Celebrou a reivindicação dos médicos. "É um momento deste governo atual, e um momento de triunfo do gremio médico", acrescentou.
Segundo o Governo, o acordo contempla o reajuste salarial de G. 2 milhões por vínculos para médicos contratados e permanentes do Ministério de Saúde Pública, a desprecarização de 2.300 médicos contratados e o pagamento de G. 1 milhão por cada feriado "efetivamente trabalhado".
A implementação será progressiva. Em abril será de G. 500.000, outros G. 500.000 em julho e G. 1 milhão adicional em dezembro.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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