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Paraguai

Garrapata: alertam sobre risco de maior infestação no Paraguai e apresentam ferramentas de controle

04/11/2026 03:15 3 min lectura 29 visualizações

A garrapata continua sendo um dos principais desafios sanitários da pecuária paraguaia, especialmente em cenário de abundantes precipitações que favorecem seu desenvolvimento e multiplicação. Diante dessa situação, Covepa e MSD Salud Animal desenvolveram uma palestra técnica denominada "Novas tendências no controle da garrapata na pecuária", na qual foram abordadas estratégias de manejo, novas ferramentas veterinárias e os impactos econômicos desse parasita sobre a produção bovina.

A atividade foi realizada na segunda-feira passada no salão auditório Fundadores do Consórcio de Pecuaristas para Experimentação Agropecuária (CEA), e teve como principal palestrante o Dr. Daniel Rodrigues, gerente técnico da MSD Brasil, especialista em parasitologia e doenças parasitárias de animais domésticos.

Em conversa com Valor Agro, Rodrigues explicou que os avanços no controle da garrapata não passam exclusivamente pela incorporação de novos produtos, mas também por um melhor planejamento sanitário e pela capacitação das pessoas responsáveis pelo manejo dos rebanhos. "Estamos focados primeiro no manejo do gado através de moléculas muito inovadoras, como fluralaner, Exzolt, e também na questão de capacitação das pessoas. Este é um ponto muito importante para nós", afirmou.

O especialista alertou que as consequências econômicas da garrapata vão muito além de sua presença sobre os animais, devido às doenças que pode transmitir e às perdas produtivas associadas. "São milhões de dólares que se perdem quando pensamos não apenas na garrapata, mas também nas doenças transmitidas pela garrapata", expressou, esclarecendo que a magnitude do impacto depende das condições sanitárias e produtivas de cada estabelecimento.

Por sua vez, Patricia Ortiz, representante do Grupo Covepa, explicou a Valor Agro que o cenário sanitário requer atenção especial devido às condições climáticas registradas durante os últimos meses. "A garrapata continua sendo um tema preocupante aqui no Paraguai. Continuamos vendo que é o primeiro tema de conversação, seguido pelas doenças que traz a garrapata", afirmou.

Ortiz indicou que a frequência das precipitações, a boa disponibilidade de pastagens e a escassa ocorrência de geadas intensas geraram condições favoráveis para a permanência de larvas nos campos. "Se vemos o pasto verde, como vimos este ano pela frequência das chuvas, a pastagem em geral não secou e não houve tantas geadas. Tudo isso ajuda a que haja um reservatório importante de garrapatas, de larvas na pastagem", explicou.

Nesse contexto, sustentou que o momento para agir é agora, antes que se acumulem sucessivos ciclos reprodutivos do parasita e aumente consideravelmente a pressão de infestação sobre os rebanhos. "Temos que atuar com estratégias integradas de controle para evitar que a situação se agrave ainda mais", concluiu.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.

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