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Fundo de aposentadorias: IPS afirma que acreditações posteriores a falecimentos caíram 54,5% em 2025

Gerente de Prestações Econômicas apresenta dados que mostram redução significativa, embora reconheça que o problema persiste

02/09/2026 01:45 3 min lectura 215 visualizações

A gerente de Prestações Econômicas do Instituto de Previsão Social (IPS), Vanessa Cubas, sustentou que as acreditações de aposentadorias e pensões registradas posteriormente ao falecimento de beneficiários diminuíram de maneira significativa durante 2025, embora tenha admitido que o problema persiste e requer novos controles.

Suas declarações ocorrem após o controlador geral da República, Camilo Benítez, ter apresentado ante o Congresso Nacional observações contidas no relatório sobre as finanças públicas correspondente ao exercício 2025, entre elas pagos acreditados a aposentados e pensionistas depois de seus falecimentos.

Cubas pediu colocar os resultados em contexto, devido a que a auditoria abrange o período 2020-2025 e envolve distintas administrações. Sua gestão à frente de Prestações Econômicas começou em agosto de 2023.

"O primeiro que devemos fazer é colocar a informação em contexto. A auditoria abrange o período 2020 a 2025, ou seja, seis anos e distintas administrações", assinalou.

De acordo com os dados fornecidos pela gerente, entre 2020 e 2024 foram identificadas 10.951 pessoas com acreditações posteriores ao falecimento, por um montante aproximado de G. 58.715 milhões. Em 2025, a cifra baixou para 1.772 casos, por uns G. 5.341 milhões.

Cubas indicou que a média anual de acreditações registradas entre 2020 e 2024 foi de aproximadamente G. 11.743 milhões. Frente a essa média, o montante registrado em 2025 representa uma redução próxima aos 54,5%.

A tendência, segundo a gerente, continuou durante os primeiros cinco meses de 2026, período no qual se registraram aproximadamente G. 1.230 milhões em acreditações posteriores ao falecimento.

Cubas rejeitou que o IPS não realize cruzamentos de informação antes de processar seus pagamentos. Explicou que existem controles diários, semanais e mensais, incluídos controles prévios ao processamento das folhas de pagamento.

O ponto que, segundo explicou, gera dificuldades é que o IPS não administra o registro oficial de falecimentos. Para seus controles utiliza informação gerada por outras instituições, como o Ministério de Saúde Pública, o Registro do Estado Civil, o Tribunal Superior de Justiça Eleitoral e o MITIC.

"Podemos realizar corretamente um cruzamento e, contudo, não encontrar um falecimento se esse dado ainda não foi registrado ou atualizado na base pública que estamos consultando", afirmou.

Detalhou que a comprovação de sobrevivência se realiza a cada três meses e os aposentados e pensionistas recebem no dia 17 de cada mês, com o pagamento antecipado do mês completo. Disse que por esse mecanismo, uma pessoa pode receber estando viva e falecer dias depois. A acreditação correspondente pode aparecer posteriormente ao compararem-se com a data registrada de falecimento.

Cubas assinalou que uma parte importante dos casos corresponde precisamente a situações produzidas dentro do mesmo mês do falecimento.

A gerente também questionou que o total bruto de acreditações posteriores ao falecimento seja apresentado automaticamente como dinheiro perdido.

Segundo a gerente, entre 2020 e 2025, o montante acumulado alcançou aproximadamente G. 64.057 milhões. Desse total, indicou que uns G. 28.773 milhões já foram recuperados mediante devoluções.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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