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Internacional

França implementa proibição de celulares em liceus: primeiras reações de estudantes e docentes

01/09/2026 14:30 3 min lectura 227 visualizações

Uma nova norma nos institutos franceses

No instituto Maurice Ravel de Paris, a diretora Julie Bouvry recordou aos estudantes nesta terça-feira a novidade do início do novo curso: a proibição de celulares nos corredores, no pátio e no refeitório. "O objetivo é que deixem de estar focados em seus celulares (...) que às vezes são quase uma prolongação de suas mãos", explicou Bouvry, que começou a comunicar o regulamento minutos depois de anunciar a nova norma.

O Parlamento francês aprovou em julho a restrição de dispositivos móveis nos liceus, assim como a proibição de redes sociais para menores de 15 anos. Porém, esta última disposição foi rejeitada pelo Conselho Constitucional francês. O presidente Emmanuel Macron busca converter a regulação do tempo de tela em menores em um dos destaques de seu segundo mandato, que finaliza em maio de 2027, e anunciou que estão estudando uma nova lei sobre redes sociais.

Objetivos educativos por trás da medida

Diante de estudantes de um liceu em Mende, ao sudeste da França, Macron enfatizou nesta terça-feira que os celulares os afastam do propósito de "aprender conteúdos" e "desenvolver o espírito crítico". No instituto de Paris, a diretora reconhece que "desconectar-se pode ser complicado" e "difícil", embora sublinhe que "não queremos que isso seja um motivo de tensões".

Os estudantes de liceu, em sua maioria entre 15 e 18 anos, não poderão mais sacar seus dispositivos nos corredores, no pátio principal nem no refeitório, exceto em um pátio secundário destinado para isso. O centro educativo conta com aproximadamente quinze vigilantes para garantir o cumprimento da norma.

Perspectivas divergentes entre estudantes

As reações dos alunos variam consideravelmente. Idrissa, enquanto aguardava para buscar seus livros didáticos, expressou sua discordância total: "Sou contra em 100%". Outros estudantes como Pauline, de 16 anos, argumentam que a medida "nos infantiliza muito". Magda acrescentou que "não serve para nada", lembrando que em ciclos anteriores os estudantes encontravam formas alternativas de usar o dispositivo.

Porém, segundo Océanne Thouret, uma das responsáveis pela convivência, "alguns pais reclamavam" esta proibição, já que "tentam proibir o celular em casa e não entendiam que estivesse permitido" na escola. A instituição planeja primeiro "sensibilizar" os alunos sobre a nova norma, embora se prevejam tensões durante a implementação.

Apoio do setor docente

Do lado do professorado, a medida recebeu respaldo. Romain Labrousse, docente, expressa "um certo alívio" com a ampliação da proibição. Para evitar que os estudantes recorram ao celular para consultar horários de aula, decidiu "antecipar as mudanças". "Espero o retorno triunfal da agenda em papel", comenta de maneira otimista.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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