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Economia

"Fomos golpeados": IPS defende o rendimento de seus depósitos

16/07/2026 22:45 3 min lectura 8 visualizações

O Conselho de Administração do Instituto de Previsión Social (IPS) resolveu avançar com um comunicado institucional para defender a gestão de seu portafolio de investimentos, no qual sustenta que os depósitos à vista sim geram rendimentos e fazem parte de um processo transitório antes de serem colocados em outros instrumentos financeiros.

A postura representa uma mudança em relação à interpretação inicial da previsional, que sustentava que os depósitos à vista não deviam ser considerados investimentos dentro do sistema financeiro. Posteriormente, a Superintendência de Pensões e Jubilações esclareceu que os limites de concentração de risco devem ser medidos por entidade financeira e não por tipo de instrumento, critério que obrigou o IPS a revisar a composição de sua carteira.

Durante a sessão do Conselho desta quinta-feira, o diretor de Investimentos, Hugo Díaz, explicou que o objetivo do comunicado é informar que a instituição está se adequando ao seu portafolio conforme a Lei de Pensões e às recomendações do órgão supervisor.

"Nossos depósitos à vista, que são fundos transitorios até tanto se coloquem em algum instrumento de investimento, estão rendendo uma taxa de juros bastante elevada em relação ao que se maneja no mercado", afirmou Díaz.

Precisou que o rendimento médio ponderado desses recursos atinge 6,17% ao ano em guaranis e 0,51% em dólares, taxas que qualificou como "equiparáveis ou comparáveis com um investimento propriamente dito".

O presidente do IPS, Isaías Fretes, defendeu a necessidade de emitir o comunicado ao assinalar que "fomos golpeados" pelas críticas surgidas em torno da gestão dos investimentos e considerou que corresponde esclarecer publicamente a situação.

Por sua vez, o conselheiro José Emilio Argaña sustentou que existe uma percepção equivocada sobre o manejo desses fundos. "A imprensa atacou muito os depósitos à vista e aqui se esclarece muito bem que o IPS cobra juros em todos os depósitos à vista. Quero que a população saiba disso", expressou. Acrescentou que se instalou a ideia de que o IPS simplesmente entregava dinheiro a determinadas entidades financeiras, quando, segundo afirmou, "isso não é verdade".

Não obstante, alguns membros do Conselho sinalizaram que ainda está pendente uma resposta formal da Superintendência de Pensões e Jubilações. A conselheira Bettina Albertini recordou que qualquer interpretação do órgão regulador deve provir de seu Conselho de Administração para ter validade institucional e levantou a questão de insistir em uma reunião para esclarecer definitivamente o alcance dos critérios aplicados.

Na mesma sessão, o Conselho resolveu modificar a periodicidade dos relatórios sobre os vencimentos dos certificados de depósito de poupança (CDA), que deixarão de ser apresentados mensalmente e passarão a ser elaborados de forma semestral.

A decisão surgiu após considerar que o relatório gerava uma carga administrativa desnecessária. A conselheira Albertini qualificou o documento como "burocrático" e sustentou que os dados não aportavam informação relevante devido a que as colocações registram poucas variações de um mês para outro.

O diretor de Investimentos coincidiu com essa avaliação e explicou que comparar os vencimentos com os do mesmo mês do ano anterior tem escassa utilidade técnica, já que estes respondem à dinâmica do mercado e às licitações realizadas pela previsional, por isso não necessariamente guardam relação entre um período e outro.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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