IPS defende a gestão de seu portfólio de investimentos e rendimentos de depósitos
Esclarecimento sobre gestão de investimentos
O Conselho de Administração do Instituto de Previsão Social (IPS) resolveu avançar com um comunicado institucional para defender a gestão de seu portfólio de investimentos, no qual sustenta que os depósitos à vista sim geram rendimentos e fazem parte de um processo transitório antes de serem colocados em outros instrumentos financeiros.
A postura representa uma mudança em relação à interpretação inicial da previdenciária, que sustentava que os depósitos à vista não deviam ser considerados investimentos dentro do sistema financeiro. Posteriormente, a Superintendência de Pensões e Jubilações esclareceu que os limites de concentração de risco devem ser medidos por entidade financeira e não por tipo de instrumento, critério que obrigou o IPS a revisar a composição de sua carteira.
Rendimentos de depósitos transitorios
Durante a sessão do Conselho nesta quinta-feira, o diretor de Investimentos, Hugo Díaz, explicou que o objetivo do comunicado é informar que a instituição se encontra adequando seu portfólio conforme a Lei de Pensões e às recomendações do órgão supervisor.
Nossos depósitos à vista, que são fundos transitorios até que sejam colocados em algum instrumento de investimento, estão rendendo uma taxa de juros bastante elevada em relação ao que se maneja no mercado.
Díaz precisou que o rendimento médio ponderado desses recursos alcança 6,17% ao ano em guaranis e 0,51% em dólares, taxas que qualificou como equiparáveis ou comparáveis com um investimento propriamente dito.
Defesa da gestão institucional
O presidente do IPS, Isaías Fretes, defendeu a necessidade de emitir o comunicado ao apontar que a instituição recebeu críticas surgidas em torno da gestão dos investimentos e considerou que corresponde esclarecer publicamente a situação.
Por sua vez, o conselheiro José Emilio Argaña sustentou que existe uma percepção equivocada sobre o manejo desses fundos. Expressou que se esclarece que o IPS cobra juros em todos os depósitos à vista, e acrescentou que havia se instalado a ideia de que a instituição simplesmente entregava dinheiro a determinadas entidades financeiras, quando segundo afirmou, isso não corresponde à realidade.
Pendente de resposta formal
Não obstante, alguns membros do Conselho apontaram que ainda está pendente uma resposta formal da Superintendência de Pensões e Jubilações. A conselheira Bettina Albertini recordou que qualquer interpretação do órgão regulador deve provir de seu Conselho de Administração para ter validade institucional e levantou a questão de insistir em uma reunião para esclarecer definitivamente o alcance dos critérios aplicados.
Mudanças em relatórios de vencimentos
Na mesma sessão, o Conselho resolveu modificar a periodicidade dos informes sobre os vencimentos dos certificados de depósito de poupança (CDA), que deixarão de apresentar-se mensalmente e passarão a elaborar-se de forma semestral.
A decisão surgiu após considerar que o relatório gerava uma carga administrativa desnecessária. A conselheira Albertini qualificou o documento como burocrático e sustentou que os dados não aportavam informação relevante devido a que as colocações registram poucas variações de um mês a outro.
O diretor de Investimentos coincidiu com essa avaliação e explicou que comparar os vencimentos com os do mesmo mês do ano anterior tem escassa utilidade técnica, já que estes respondem à dinâmica do mercado e aos editais realizados pela previdenciária.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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