FMI insta Uruguai a acelerar seu crescimento econômico
A diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, reconheceu ontem, quinta-feira, em Montevidéu, a estabilidade e resiliência da economia uruguaia, embora tenha destacado a importância de o país acelerar sua produtividade para continuar seu crescimento. A visita de dois dias de Georgieva ao Uruguai, que deixou de ser devedor do FMI em 2006, incluiu uma reunião com o presidente esquerdista Yamandú Orsi.
Necessidade de crescimento e competitividade
Durante uma palestra no Banco Central, Georgieva enfatizou que é necessário aprofundar políticas públicas que permitam "tornar-se mais competitivo" no contexto econômico regional. A diretora do FMI também propôs maior cooperação do Uruguai com seus países vizinhos, destacando que a região conta com "muito potencial subutilizado" que poderia ser melhor aproveitado por meio de seus abundantes recursos naturais e outras fortalezas como a educação de sua população.
"Realmente espero que a América Latina mude de marcha e passe a uma velocidade superior", expressou Georgieva. Além disso, sugeriu que o Uruguai deveria potencializar sua localização portuária estratégica e intensificar sua integração regional.
O ministro da Economia uruguaio, Gabriel Oddone, confirmou que o posicionamento regional do Uruguai foi parte da conversa entre a diretora do FMI e o presidente Orsi. Abordaram-se as oportunidades que a região oferece ao país como porta de saída para outros mercados, aproveitando sua localização geográfica estratégica.
Indicadores econômicos favoráveis
O Uruguai se posiciona como o país da América Latina com menor "risco país", um índice que mede a probabilidade de um Estado cumprir com suas obrigações de dívida externa. Sua dívida pública ronda os 60% de seu PIB e atualmente transita um processo de desdolarização que avançou esta semana com uma colocação exitosa de títulos, principalmente em moeda nacional.
Contudo, a economia uruguaia cresceu 1,8% no ano passado e as projeções oficiais estimam um fechamento de 2026 em torno de 1,6%. A nível regional, Georgieva também elogiou o desempenho da economia argentina, destacando a prudência fiscal do governo de Javier Milei, a quem considerou que será benéfico para o Uruguai e seus demais vizinhos.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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