Propõem posse responsável de cães potencialmente perigosos; quais raças estão contempladas?
Projeto de lei estabelece licenciamento, registro e medidas preventivas para animais de raças consideradas de risco
O projeto de lei que estabelece a posse responsável de cães potencialmente perigosos foi apresentado pelo deputado de Assunção pelo Partido Colorado, Yamil Esgaib.
O parlamentar alegou que a convivência com animais de estimação "requer harmonizar sua proteção e bem-estar com a segurança das pessoas, de seus bens e de outros animais".
"Quando se trata de cães que, por sua potência física, características morfológicas, antecedentes ou condições de manejo podem ocasionar lesões graves, o dever de cuidado deve traduzir-se em medidas preventivas concretas, verificáveis e proporcionais ao risco", acrescentou.
Da mesma forma, no documento recordou alguns ataques ocorridos em Mariano Roque Alonso e Ciudad del Este. Além disso, mencionou uma denúncia sobre ataques reiterados contra animais de estimação nos bairros Mora Cué e Itapuamí de Luque.
A iniciativa estabelece que a posse de animais classificados como potencialmente perigosos exigiria a obtenção prévia de uma licença administrativa, que será concedida pela municipalidade de residência do solicitante.
Outro dos requisitos será ser maior de idade e não estar incapacitado para proporcionar ao animal os cuidados necessários.
"As operações de compravenda, transferência, doação ou qualquer outra que suponha mudança de titular exigiriam a licença vigente por parte do vendedor, a obtenção prévia de licença por parte do comprador, a cartilha sanitária atualizada e o registro da transmissão do animal no registro competente, em razão do lugar de residência do adquirente no prazo de 15 dias desde a obtenção da licença correspondente", acrescentaram da Câmara dos Deputados.
Igualmente, o projeto contempla a identificação e o registro obrigatório dos proprietários, criadores, importadores ou detentores desses cães. Com esta normativa, cada município e a Direção Nacional de Defesa, Saúde e Bem-Estar Animal contariam com um registro em que constariam os dados do detentor, as características do animal e seu lugar habitual de residência.
O registro teria um custo equivalente a um jornal.
Com respeito ao adestramento, proíbe as práticas dirigidas exclusivamente a incrementar ou reforçar a agressividade dos cães para brigas ou ataques.
Para a presença e circulação desses animais em espaços públicos também seria obrigatório utilizar uma coleira ou corrente de menos de dois metros de comprimento e uma focinheira homologada e adequada para a raça.
A proposta considera cães potencialmente perigosos os exemplares das raças ou cruzamentos denominados pitbull, pitbull americano, staffordshire bull terrier, american staffordshire terrier, rottweiler, dogue, dogue argentino, dogue de bordéus, fila, fila brasileiro, tosa inu, akita inu, doberman, mastim napolitano, cão de presa canário, cão de presa mallorquim, bullmastiff, mastim napolitano, pastor alemão, husky siberiano, chow chow e cimarrão uruguaio.
O projeto prevê infrações e multas. Classifica as infrações em leves, graves e muito graves com multas de cinco a 15 jornais mínimos, de 16 a 30 e de 31 a 100 respectivamente.
Além disso, contempla sanções acessórias como a confiscação ou apreensão do animal, o fechamento do estabelecimento e a suspensão da licença ou do certificado de adestrador.
O documento ainda não será estudado em plenária. Deve passar por comissões para sua análise.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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