Filizzola celebra acordo com médicos e acusa o Governo de agir com improvisação
Rafael Filizzola (Partido Democrático Progresista) destacou o acordo entre o Executivo e os médicos. "Felicitações! Muito contente com o reajuste salarial para os médicos. Faz 14 anos que não se reconhece o mérito de trabalhar pela nossa saúde", expressou por meio de suas redes sociais.
O legislador atribuiu o resultado à pressão dos sindicatos e lançou críticas contra o Governo pela demora em encontrar uma saída para a crise. "A organização sindical se impôs sobre o capricho e a irresponsabilidade do Governo", afirmou.
Filizzola considerou que o reajuste representa um primeiro passo, embora tenha alertado que ainda falta uma política integral para o setor. Disse que não se pode continuar precarizando o pessoal de branco se o objetivo é alcançar uma saúde de qualidade.
O opositor além disso questionou a postura assumida pelo Governo durante a greve médica e apontou contra uma campanha de descrédito em relação aos dirigentes, especialmente contra Rosanna González, do Sindicato Nacional de Médicos (Sinamed).
"Aliás, para isso demoraram tanto em entrar em razão, após campanha miserável, feroz e inútil contra a greve (os hurrerines de baixa categoria em primeira fila como sempre)?", expressou.
O senador da bancada democrática questionou o traslado de Isaías Fretes para o Ministério da Saúde, levando em conta que nem mesmo conseguiu fazer verdadeiras mudanças no Instituto de Previsión Social (IPS).
"A mudança no Ministério da Saúde parece mais improvisação que um plano. O doutor Fretes ainda não terminou de se acomodar no IPS e já o mandam apagar outro incêndio. Não solucionou nenhum problema no IPS, apenas contou o que já sabíamos. Foi designado em Saúde sem ter feito nada no IPS", questionou.
Filizzola reconheceu que tem uma boa opinião sobre Fretes, mas sustentou que não fez grandes mudanças para resolver os problemas da instituição.
"A Fretes o apresentam como o salvador do IPS e eu respeito muito o doutor, eu acredito que o doutor Fretes é um homem íntegro, um homem capaz e todos nos deu tranquilidade que o coloquem no IPS. Agora, passaram 4 meses e a denúncia que se fez, esses processos contra ex-presidentes de IPS, eram denúncias já de há dois anos na realidade. E mais dinheiro de IPS continua em Ueno", expressou.
O senador levantou além disso que o IPS necessita uma intervenção mais profunda e uma equipe capaz de enfrentar sua crise financeira e de "cortar cabeças". Afirmou que devem-se tomar decisões drásticas dentro da instituição e alertou sobre o risco que enfrenta o sistema previdenciário.
Segundo Filizzola, se não se corrigir a situação financeira do IPS, "em pouco tempo já não terá para pagar a aposentadoria".
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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