FEPRINCO exige proteger os poupadores e alerta sobre o impacto da crise financeira na economia real
A Federação da Produção, da Indústria e do Comércio (FEPRINCO) emitiu um pronunciamento ante os acontecimentos que afetam uma entidade do sistema financeiro paraguaio, no qual reclamou uma atuação independente, transparente e rápida das autoridades. O grêmio empresarial advertiu sobre a necessidade de proteger os pequenos poupadores, restabelecer a cadeia de pagamentos e evitar que a situação termine afetando o conjunto da atividade econômica nacional.
Em seu comunicado, a federação sustentou que
o sistema financeiro paraguaio constitui um ativo fundamental para a estabilidade econômica do país, pelo que considerou indispensável que as instituições competentes intervenham com rigor técnico, transparência e celeridade, garantindo o devido processo.
FEPRINCO estabeleceu duas prioridades imediatas. A primeira consiste em assegurar a restituição rápida, ordenada e transparente dos fundos pertencentes aos pequenos depositantes, utilizando os mecanismos previstos na legislação vigente e procurando reduzir a incerteza e os prejuízos para quem confiou suas economias ao sistema financeiro.
A segunda prioridade aponta diretamente ao funcionamento da economia real. A organização propôs que devem ser avaliados todos os recursos legais, regulatórios e operacionais disponíveis para restabelecer quanto antes a cadeia de pagamentos, incluindo, quando resulte técnica e juridicamente viável, mecanismos de transferência de ativos e passivos para outras entidades financeiras solventes.
Segundo o pronunciamento, essas medidas devem contribuir a
preservar a continuidade das operações e evitar que a situação de uma entidade se transfira desnecessariamente ao conjunto da economia, afetando empresas, fornecedores, trabalhadores, famílias e ao normal funcionamento da atividade produtiva e comercial.
A federação também reclamou prudência e responsabilidade nas decisões que se adotem, ainda que deixou claro que a urgência da situação exige respostas concretas.
Este é o momento de agir com calma, mas sem demora; com prudência, mas com firmeza. Não é o momento de buscar benefícios empresariais, econômicos ou políticos aproveitando a vulnerabilidade de quem hoje sofre as consequências dessa situação, expressou.
Em relação com a eventual utilização do Fundo de Garantia de Depósitos do Banco Central do Paraguai (BCP) para a devolução de fundos de aposentadoria do Instituto de Previsão Social (IPS) e de outras caixas de aposentadorias do setor público, FEPRINCO considerou prematuro adiantar conclusões ou formular propostas legislativas sem contar previamente com informação oficial, suficiente e tecnicamente sustentada do BCP.
Investigações independentes e responsabilidades
Além das medidas destinadas a conter as consequências imediatas da crise, FEPRINCO também demandou investigações independentes e responsabilizações. A federação enfatizou que é fundamental que as autoridades competentes façam uma investigação profunda sobre as causas que levaram à situação da entidade financeira afetada, assim como que se determinem as responsabilidades que correspondam conforme a lei.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.
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