Faltam 5,6 metros para unir a Bioceânica e se pede ao Brasil avançar nos acessos
Visita às obras do puente
O presidente da República, Santiago Peña, visitou ontem as obras da Ponte da Bioceânica em Carmelo Peralta, acompanhado por ministros e governadores. Durante o percurso, o mandatário solicitou ao Governo do Brasil avançar na construção das obras de acesso do lado brasileiro.
"Vai ser muito triste que em fevereiro do próximo ano tenhamos já o acesso (...), mas não nos serve de nada chegar até aí se não pudermos conectar com um centro fronteiriço unificado", expressou o presidente.
Coordenação binacional
Peña anunciou que transmitirá pessoalmente o pedido ao presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a Cúpula do Mercosul, no próximo terça-feira, 30 de junho. "Vou ir transmitir isso e vou pedir que Brasil abrace este projeto e que avance", salientou.
O presidente afirmou que Paraguay poderá ter pronto o acesso à ponte em fevereiro do próximo ano. Em território paraguaio, todas as obras do Corredor Bioceânico encontram-se em execução com financiamento assegurado.
Estado de avanço do projeto
O acesso ao puente registra 20% de avanço com mais de USD 20 milhões financiados. Além disso, contam-se com recursos aprovados para o sistema de água e saneamento de Carmelo Peralta.
Fases do Corredor Bioceânico
O mandatário mencionou que "financiamos o primeiro tramo da Rota Bioceânica até Mariscal Estigarribia". Além disso, está em execução o segundo tramo desde Mariscal Estigarribia até Pozo Hondo e se tem assegurada a construção da ponte sobre o rio Pilcomayo que unirá Paraguay com Salta, na Argentina. A terceira fase do corredor já conta com financiamento e está próxima a se licitar.
Valoração da obra
A ministra de Obras Públicas e Comunicações (MOPC), Claudia Centurión, destacou o valor histórico do projeto e lembrou que uma década atrás esta obra parecia um desafio difícil de concretizar.
Características técnicas da ponte
Os trabalhos concentram-se atualmente na última dovela do tramo central da ponte, que tem uma comprimento total de 1.294 metros. Uma vez finalizada esta etapa, concretizar-se-á a união física entre as estruturas paraguaia e brasileira sobre o rio Paraguay.
A ponte contará com duas faixas de 3,6 metros cada uma, acostamentos de 3 metros e espaços para pedestres e ciclistas. Incorporará além disso sensores especializados e estações meteorológicas para monitoramento permanente.
Financiamento
A obra é financiada por Itaipú Binacional (margem paraguaia) com um investimento de G. 684.615 milhões e é executada pelo Consórcio Binacional PYBRA.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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