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Paraguai

Explosão em barcaça: Ministério do Trabalho fará verificação in situ e detecta contradições

07/07/2026 14:03 3 min lectura 8 visualizações
Explosión en barcaza: Ministerio de Trabajo hará verificación in situ y detecta contradicciones

O Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social (MTESS) enfrenta dois procedimentos na empresa LPG Empreendimentos SA, envolvida na explosão que se registrou em uma de suas barcaças na zona de Zanja H, sobre o rio Paraguai, no último sábado, na zona da Costanera Sur.

A tragédia deixou cinco trabalhadores falecidos. Trata-se de Simón Díaz González, de 34 anos; Éver Nilson Sosa Rotela, de 26; Giovanni Samuel Amarilla Alegre, de 24; Jesús Alberto Miranda Lovera, de 28, e Carlos David Pérez Morínigo, de 31.

O primeiro procedimento da pasta estatal foi uma fiscalização a cargo da Direção Geral de Inspeção e Fiscalização, a qual foi realizada na véspera. Enquanto que nesta quarta-feira a Direção de Saúde e Segurança Ocupacional realizará uma verificação in situ.

"A fiscalização que estávamos fazendo ontem (por segunda-feira), que é a parte de requerimento documental de tudo o que a empresa vai ter que apresentar para poder demonstrar se cumpriu ou não com as normativas", explicou Luis Centurión, diretor de Saúde e Segurança Ocupacional.

Nesse processo recabavam-se dados sobre política laboral, avaliação de risco, registro de entrega de equipamentos e se contavam com certificados acordes aos riscos e capacitação do pessoal.

Durante a inspeção in situ analisar-se-ão o sistema de trabalho e as condições laborais.

Centurión sinalizou que essa verificação realizar-se-á nesta quarta-feira porque os trabalhadores estão com permissão por luto.

As circunstâncias da explosão, assim como a causa, ainda não podem ser precisadas devido a que a investigação se encontra em uma etapa preliminar.

"Estamos trabalhando de forma conjunta com Prefeitura Naval e Criminalística da Polícia Nacional", acrescentou Centurión.

Além de identificar a causa da explosão, devem-se avaliar quais eram as condições de trabalho.

Até o momento, o Ministério do Trabalho recabou a parte documental e entrevistas.

"Por isso, temos várias hipóteses de acordo com a manifestação dos trabalhadores. Alguns estão dizendo que se estava fazendo uma limpeza; outros, uma desgaseificação. Nós ainda como ministério não pudemos entrar na barcaça", indicou.

"Há algumas contradições que são questões que vamos esclarecendo com os documentos que vá apresentando a empresa", continuou.

Com o único sobrevivente ainda não puderam conversar porque se encontra muito chocado pelo sinistro.

Pedir-se-ão as permissões correspondentes para poder subir à barcaça e fazer uma avaliação em conjunto com outras instituições.

Por sua parte, a Prefeitura Naval informou que a barcaça conta com todos seus certificados e cumpriu com todos os requisitos até o ano passado.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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