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Internacional

EUA utiliza dron marítimo Corsair em resgate de tripulantes no Estreito de Ormuz

11/06/2026 22:45 3 min lectura 20 visualizações
EE.UU. utiliza dron marítimo Corsair en rescate de tripulantes en el estrecho de Ormuz

Operação de resgate com tecnologia não tripulada

O exército estadunidense completou uma operação de resgate utilizando um dron marítimo para recuperar dois tripulantes de um helicóptero do exército que caiu frente às costas de Omã. Os soldados foram resgatados com segurança em um prazo aproximado de duas horas e se encontram em condição estável, segundo informou o Comando Central dos EUA (Centcom).

Esta constitui a primeira missão conhecida em que se emprega uma embarcação não tripulada para realizar operações de resgate.

Características do dron Corsair

O Centcom confirmou que no resgate foi utilizado um dron marítimo modelo Corsair, fabricado por uma empresa de drones navais com sede no Texas. A embarcação conta com um comprimento de 7,3 metros, capacidade para transportar aproximadamente 450 quilogramas e pode deslocar-se a mais de 35 nós, equivalente a cerca de 65 km/h.

O Corsair tem aproximadamente o tamanho de um barco pesqueiro com convés plano. Está projetado para transportar carga e conta com capacidade para abrigar entre três e quatro pessoas. A nave incorpora uma câmera de 360 graus, um sistema de radar para navegação de longo alcance e um sensor eletrônico de rádio para captar comunicações com fins de inteligência.

Trajetória operativa e desdobramento

O dron marítimo Corsair está em serviço há vários anos. A Marinha estadunidense conta com aproximadamente 50 unidades deste modelo, que em geral são utilizadas para detecção de minas ou tarefas de vigilância.

A embarcação é operada pela Força-Tarefa 59 (Task Force 59), a primeira unidade da Marinha estadunidense dedicada a sistemas não tripulados, criada em 2021. Os Estados Unidos começaram a desdobrar estas embarcações no Oriente Médio em março, como parte do plano do Pentágono para ampliar o uso de drones.

No ano passado, a Marinha adjudicou ao fabricante do Corsair um contrato de produção de 392 milhões de dólares estadunidenses para suas embarcações autônomas.

Operação manual na missão de resgate

Embora o dron marítimo possa operar de forma autônoma, especialistas consultados sinalizaram que provavelmente foi controlado manualmente durante o resgate. O mais provável é que tenha sido controlado à distância por um operador por meio de um controle tipo joystick, para assegurar chegar à localização exata da tripulação.

O dispositivo teria sido direcionado para a posição conhecida dos náufragos, que teriam subido a bordo tal como o fariam para embarcar em um bote em alto mar.

Vantagens operacionais

O Corsair foi selecionado para a missão devido a fatores de proximidade e capacidade. A utilização do dron não tripulado permitiu evitar enviar um barco ou helicóptero tripulado, em que as pessoas teriam estado expostas a maior risco.

Esta operação demonstra que, embora o resgate não constitua uma missão principal para estes sistemas, as embarcações autônomas representam uma opção viável para contextos que requerem rapidez e minimização de riscos para o pessoal.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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