EUA: habilitadas as primeiras 100 mil toneladas de carne e lançado plano de retenção de matrizes
Estados Unidos habilita a partir de terça-feira, 1º de setembro, o primeiro dos três blocos da nova cota temporária para importação de carne bovina, uma medida impulsionada pela administração de Donald Trump para aumentar rapidamente a oferta e conter os elevados preços da carne moída.
A abertura coincide, porém, com o lançamento de um novo pacote do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) destinado a incentivar a retenção de matrizes e acelerar a reconstrução do rebanho estadunidense.
A proclamação assinada por Trump ampliou em 300 mil toneladas métricas o contingente tarifário de carne bovina para 2026. O volume será administrado sob um sistema "first come, first served" e dividido em três blocos: 100 mil toneladas entre 1º e 30 de setembro, outras 100 mil toneladas durante outubro e um último bloco de 100 mil toneladas que se abrirá em 31 de outubro e permanecerá disponível até se completar ou até 30 de novembro.
A abertura não compreende todos os produtos bovinos, mas especificamente recortes magros de carne utilizados principalmente nos Estados Unidos para complementar a produção doméstica de carne moída.
A totalidade das 300 mil toneladas adicionais foi atribuída à categoria "Other Countries or Areas", onde se encontram fornecedores sem uma cota de país específica, entre eles Paraguai e Brasil. A ampliação não afeta as cotas individuais já existentes, incluída a atribuição adicional de 80 mil toneladas concedida anteriormente à Argentina.
A Casa Branca sustenta que a medida busca aumentar a disponibilidade de carne em momentos em que a produção estadunidense atravessa uma contração. Segundo a administração, o rebanho bovino do país encontra-se em seu nível mais baixo em 75 anos e o USDA projeta que a produção de carne bovina de 2026 cairá cerca de 4% frente ao ano anterior. A isto se somam restrições à entrada de gado do México pelo risco do bichado-da-bananeira, além de problemas de seca e disponibilidade de forragem em distintas zonas produtivas.
O Governo estadunidense espera que a entrada adicional de recortes magros contribua para reduzir os preços da carne moída. A Casa Branca indicou que o esquema busca incentivar que o produto importado sob esta janela seja comercializado com um desconto próximo a 25% frente ao preço corrente de importação e advertiu que a medida poderia ser interrompida se o benefício tarifário não terminasse sendo repassado ao mercado estadunidense.
Mas praticamente simultaneamente com a abertura da cota, o USDA anunciou segunda-feira, 31 de agosto, a denominada "Ranchers First Initiative", um pacote de medidas orientado precisamente a reconstruir o rebanho estadunidense.
Entre as ações encontra-se a criação do programa Beef Retention and National Development (BRAND), que permitirá assegurar dur...
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.
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