EUA dizem que não querem um acordo com Irã "a qualquer preço"
Rubio realizou uma turnê pelos países do Golfo para tranquilizar seus aliados da região depois que Irã e Estados Unidos iniciaram negociações na Suíça na semana passada — após a assinatura de um memorando de entendimento em 17 de junho — em busca de uma solução para a guerra no Oriente Médio. Os Estados Unidos desejam um acordo de paz, mas não "a qualquer preço", disse diante de seus homólogos dos países do Golfo.
"Queremos um acordo que seja bom, queremos um acordo que seja real, queremos um acordo que seja verificável e queremos um acordo que seja respeitado", acrescentou.
Refere-se à situação no Estreito de Ormuz. O Irã quer impor "taxas de trânsito" inexistentes antes da guerra e Washington se opõe a isso.
Este estreito, de aproximadamente 30 quilômetros de largura entre Irã e Omã, reveste uma importância estratégica: por ele transitava 20% do comércio mundial de hidrocarbonetos antes da guerra.
"As vias navegáveis internacionais não pertencem a nenhum Estado. Este é um princípio fundamental no mundo atual, sem o qual o mundo estaria imerso no caos total", declarou Rubio.
"Se de fato aceitássemos que se pode cobrar pelo uso de uma via navegável internacional porque casualmente está próxima do seu espaço territorial, isto se propagaria por todo o mundo como uma praga", acrescentou.
Por outro lado, a situação parece se intensificar entre Irã e Omã, situado do outro lado do estreito.
Omã anunciou que não incluirá "comissões de trânsito" nos futuros acordos e mencionou a abertura de um "corredor marítimo temporário", uma iniciativa apresentada como um esforço conjunto com a ONU.
Nota relacionada: Irã adverte contra a passagem pelo Estreito de Ormuz por rotas "não autorizadas"
Mas os Guardiões da Revolução, o exército ideológico da república islâmica, ameaçou responder com "medidas apropriadas" a qualquer tentativa de cruzar sem sua autorização prévia.
Além do Estreito de Ormuz, os Estados do Golfo, que foram alvo de disparos iranianos durante a guerra, estão preocupados com o programa de mísseis balísticos do Irã e seu apoio a grupos armados na região e querem que estes temas sejam abordados nas conversações entre Irã e Estados Unidos.
"Uma paz e uma segurança regionais duradouras exigem abordar o conjunto das ameaças iranianas, incluindo seus mísseis balísticos, seus drones e seu apoio aos grupos armados na região", declararam os ministros do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) em um comunicado conjunto.
No plano econômico "qualquer intercâmbio comercial e qualquer investimento com o Irã devem estar sujeitos a condições e ser reversíveis", acrescentaram, e instaram Teerã a respeitar os termos do acordo e a "pôr fim a seu comportamento desestabilizador".
O cessar das hostilidades propiciou uma retomada do tráfego em Ormuz, segundo a plataforma de rastreamento Kpler, e a queda dos preços do petróleo até seus níveis anteriores ao conflito.
O memorando de entendimento abre caminho para um período de 60 dias de negociações com o objetivo de alcançar um acordo definitivo.
Segundo Rubio, está prevista uma reunião técnica com a delegação iraniana em 29 ou 30 de junho na Suíça.
Nos Estados Unidos crescem as críticas pelas concessões realizadas pelo presidente Donald Trump, que deseja pôr fim a esta guerra impopular.
A Casa Branca teve que solicitar fundos adicionais no valor de aproximadamente USD 88 bilhões, principalmente para repor as reservas de munições.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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