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Polícia

Esteve mais de 100 dias sequestrado: como Almir passava seus dias em cativeiro

05/06/2026 20:15 2 min lectura 24 visualizações
Estuvo más de 100 días secuestrado: Cómo pasaba Almir sus días en cautiverio

Valmir de Brum, pai do jovem Almir de Brum, que foi liberado nesta quinta-feira após permanecer sequestrado por mais de 100 dias pelo autodenominado Exército do Povo Paraguaio (EPP), relatou como foram as primeiras horas de seu filho após ser libertado e como ele passou seus dias em cativeiro.

"Graças a Deus passou bem e comeu um pouco de tudo, ele queria empada e comeu bastante, sua pele está toda inchada, isso também dói nele, mas dormiu bem", indicou o pai em diálogo com a NPY.

Em seguida, indicou que Almir acordou de madrugada, às 03h30, e compartilharam mate e café.

Da mesma forma, afirmou que seu filho vai descansar alguns dias antes de voltar a trabalhar. "Ele vai descansar, vamos esperar uns dias e vamos indo devagar nomás", expressou.

Ressaltou que seu filho mudou bastante sua aparência física pelo fato de ter emagrecido uns 30 quilos; porém, indicou que o jovem Almir expressou que comia várias vezes ao dia estando em cativeiro e que até lhe levavam "pizza, considerada comida especial".

"Ele me disse que se alimentava bem, carne, de tudo e comida especial; por exemplo, disse que até pizza lhe levavam. Diz que comia às 08h00, que depois às 10h00 comia novamente, às 12h00 outra vez, depois às 16h00 e o jantar novamente", alegou.

Indicou que Almir emagreceu muito por caminhar longas distâncias; porém, detalha que o jovem confirmou que o "trataram bem".

"Caminhou muito, por isso emagreceu, ou a preocupação fez com que emagrecesse e ele diz que comeu muito bem e que em nenhum momento o maltrataram", acrescentou.

Muito emocionado, o senhor Valmir comentou que quando atendeu sua ligação, a primeira coisa que ouviu foram as palavras de seu filho afirmando que estava vivo.

"'Estou vivo, papai, estou vivo', aí me pede 'vem, vem logo, me leva, em tal lugar estou', eu o peguei na camionete e entrou e viemos. Aqui é onde nós fizemos a festa. O abracei, choramos, rezamos, agradecemos a Deus em primeiro lugar", finalizou.

O produtor brasileiro foi sequestrado no sábado, 21 de fevereiro passado, enquanto se encontrava trabalhando em sua chácara, a bordo de uma colheitadeira.

O fato ocorreu em uma chácara localizada na zona da Reserva Morombí, no Departamento de Canindeyú.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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