Estados Unidos registra 2.500 casos de sarampo, a cifra mais alta em 35 anos
Cifra histórica de casos
Os Centros para o Controle e a Prevenção de Doenças (CDC) reportaram 2.500 casos de sarampo, o que representa aproximadamente 250 infecções a mais que o registro anterior de 24 de julho, quando haviam sido documentados 2.318 casos. Esta cifra já supera os 2.289 casos registrados durante todo o ano de 2025, constituindo um segundo recorde anual consecutivo desde que a doença foi declarada erradicada nos Estados Unidos no ano 2000.
Surtos e distribuição geográfica
Foram reportados 38 novos surtos de sarampo em 2026, definidos como pelo menos três contágios relacionados entre si. Isto contrasta com os 48 surtos registrados durante todo o ano anterior. A doença foi documentada em 47 estados ou territórios dos Estados Unidos, com maior concentração na Carolina do Sul (670 casos), Utah (526), Pensilvânia (280), Texas (190), Virgínia (176), Flórida (141) e Arizona (109).
Perfil das pessoas afetadas
De acordo com o relatório dos CDC, 93% dos casos de sarampo em 2026 ocorreram em pessoas não vacinadas. Dois em cada três casos, isto é, 67%, foi reportado em crianças e jovens de 0 a 19 anos de idade. Apesar do maior número de contágios, não há mortes confirmadas por sarampo nos Estados Unidos durante este ano, diferentemente dos três óbitos registrados em 2025.
Declínio da cobertura de vacinação
O incremento de casos ocorre no contexto de uma redução nos índices de vacinação em crianças de nível pré-escolar. A cobertura desceu de 95,2% no ciclo escolar 2019-2020 para 92,5% no ciclo 2024-2025. Esta diminuição deixou aproximadamente 286.000 estudantes em situação de risco, de acordo com os dados federais.
A imunidade de rebanho requer que mais de 95% das pessoas de uma comunidade estejam vacinadas. Atualmente, apenas dez estados atingem este nível: Alabama, Califórnia, Connecticut, Maine, Maryland, Massachusetts, Mississipi, Nova York, Rhode Island e Virgínia.
Contexto de políticas de vacinação
Esta situação se desenvolve no marco de mudanças nas políticas de vacinação implementadas pelo presidente Donald Trump. Na segunda-feira foi assinada uma ordem executiva que modifica o calendário federal de vacinação infantil, reduzindo de 18 para 11 as doenças contra as quais o Governo federal recomenda vacinar todas as crianças.
A medida, impulsionada junto ao secretário de Saúde Robert F. Kennedy Jr., estabelece novas categorias para outras imunizações. As vacinas contra a gripe, a covid-19, a hepatite A e B, o rotavírus e a meningite passam a estar sob critérios de risco ou de decisão compartilhada entre pais e médicos. Igualmente, foi ordenada a revisão do calendário federal de vacinação infantil.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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