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Economia

Estado reduz atrasos com empresas construtoras viárias para entre USD 140 e 160 milhões

05/09/2026 17:15 2 min lectura 428 visualizações

Avanço na redução de atrasos

A dívida do Estado com as empresas construtoras viárias registrou uma redução significativa ao passar de USD 220 milhões a um montante estimado entre USD 140 e USD 160 milhões, segundo informação proporcionada por Óscar Lovera, titular do Ministério da Economia e Finanças (MEF). Em 31 de dezembro existiam USD 220 milhões em atrasos correspondentes a obras que foram executadas durante 2025 sem contar com a disponibilidade financeira necessária para seu pagamento.

Fatores que incidiram nos atrasos

O ministro explicou que a situação esteve vinculada, em parte, aos prazos de execução dos projetos viários. Embora na documentação as obras tenham uma duração aproximada de 36 meses, a média de execução dentro do Ministério de Obras Públicas (MOPC) alcança os 60 meses. "O que ocorreu é que obras que deveriam ter culminado em 2023 e em 2024 continuavam vigentes durante 2025", precisou.

Esta prolongação nos tempos de execução gerou que esses projetos se somassem à programação correspondente a 2025, provocando pressão adicional sobre os recursos disponíveis para fazer frente aos compromissos contraídos.

Medidas implementadas para resolver a situação

Desde sua gestão, o MEF manteve reuniões com representantes das empresas fornecedoras e construtoras, com quem estabeleceram compromissos de curto prazo. Essas medidas permitiram ir descomprimindo essa pressão e facilitaram que as empresas retomassem as obras que se encontravam em execução.

O ministro destacou que, apesar de os trabalhos terem continuado durante este ano, o fluxo de recursos destinado ao setor foi superior ao avanço das obras registrado em 2026. "Hoje posso dizer que geramos um fluxo superior ao que foi o avanço de obras de 2026", manifestou Lovera.

Situação atual dos compromissos

Atualmente, os atrasos se localizam entre USD 140 milhões e USD 160 milhões. "Os níveis de atrasos, por assim dizer, estariam em torno entre 140 e 160 milhões de dólares. Não é mais do que isso", sustentou o titular do MEF, que acrescentou que está se gerando o fluxo necessário para resolver esses compromissos durante este ano.

Impacto nas finanças públicas

O ministro indicou que o principal componente que explica que o déficit fiscal chegue a 3,2% do Produto Interno Bruto (PIB) está vinculado à atualização ou cancelamento dos atrasos, principalmente no setor de obras públicas.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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