Estado reduz atrasos com empresas construtoras viárias para entre USD 140 e 160 milhões
Avanço na redução de atrasos
A dívida do Estado com as empresas construtoras viárias registrou uma redução significativa ao passar de USD 220 milhões a um montante estimado entre USD 140 e USD 160 milhões, segundo informação proporcionada por Óscar Lovera, titular do Ministério da Economia e Finanças (MEF). Em 31 de dezembro existiam USD 220 milhões em atrasos correspondentes a obras que foram executadas durante 2025 sem contar com a disponibilidade financeira necessária para seu pagamento.
Fatores que incidiram nos atrasos
O ministro explicou que a situação esteve vinculada, em parte, aos prazos de execução dos projetos viários. Embora na documentação as obras tenham uma duração aproximada de 36 meses, a média de execução dentro do Ministério de Obras Públicas (MOPC) alcança os 60 meses. "O que ocorreu é que obras que deveriam ter culminado em 2023 e em 2024 continuavam vigentes durante 2025", precisou.
Esta prolongação nos tempos de execução gerou que esses projetos se somassem à programação correspondente a 2025, provocando pressão adicional sobre os recursos disponíveis para fazer frente aos compromissos contraídos.
Medidas implementadas para resolver a situação
Desde sua gestão, o MEF manteve reuniões com representantes das empresas fornecedoras e construtoras, com quem estabeleceram compromissos de curto prazo. Essas medidas permitiram ir descomprimindo essa pressão e facilitaram que as empresas retomassem as obras que se encontravam em execução.
O ministro destacou que, apesar de os trabalhos terem continuado durante este ano, o fluxo de recursos destinado ao setor foi superior ao avanço das obras registrado em 2026. "Hoje posso dizer que geramos um fluxo superior ao que foi o avanço de obras de 2026", manifestou Lovera.
Situação atual dos compromissos
Atualmente, os atrasos se localizam entre USD 140 milhões e USD 160 milhões. "Os níveis de atrasos, por assim dizer, estariam em torno entre 140 e 160 milhões de dólares. Não é mais do que isso", sustentou o titular do MEF, que acrescentou que está se gerando o fluxo necessário para resolver esses compromissos durante este ano.
Impacto nas finanças públicas
O ministro indicou que o principal componente que explica que o déficit fiscal chegue a 3,2% do Produto Interno Bruto (PIB) está vinculado à atualização ou cancelamento dos atrasos, principalmente no setor de obras públicas.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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