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Política

Esperanza questiona desinteresse em iniciativa que busca redirecionar fundos de Itaipú para Saúde

22/07/2026 19:45 3 min lectura 22 visualizações

A senadora Esperanza Martínez lembrou que figura na ordem do dia o tratamento de um projeto de lei que propõe redirecionar fundos de Itaipú Binacional para o pagamento da milionária dívida que mantém o Ministério da Saúde com fornecedores de medicamentos e insumos.

A iniciativa busca transferir recursos destinados atualmente a campanhas de comunicação do Governo, publicidade oficial e contratação de influenciadores para fortalecer a imagem da administração do presidente Santiago Peña. Contudo, ao não contar com parecer, o projeto não poderá ser tratado e lamentou o desinteresse do oficialismo.

Durante a sessão, a senadora sustentou que a crise sanitária "não se discute" e que as famílias paraguaias conhecem a falta de medicamentos e insumos nos hospitais. Nesse sentido, afirmou que se o próprio Governo falou de uma "economia de guerra", as prioridades deveriam estar orientadas a resolver os problemas mais urgentes da cidadania.

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"É lógico que em uma economia de guerra tenha prioridades políticas para resolver os problemas ligados à população", expressou. Contudo, criticou que, segundo sua interpretação, o Executivo destinou recursos a campanhas de propaganda oficial e publicidade em meios aliados.

A senadora fez referência à campanha denominada "Soy Paraguayo, yo soy gigante", impulsionada desde o Ministério de Tecnologias da Informação e Comunicação (Mitic), e questionou que fundos provenientes de Itaipú Binacional e Yacyretá tenham sido utilizados para este tipo de ações.

"Essa campanha começou em 15 de abril de 2026 e aparece depois do declínio do esquema que não funcionou inteiramente nas redes sociais com a famosa rede desinformante, onde o Governo também apostou em uma agressiva campanha concentrando seus recursos em meios amigos, e a campanha naquele momento era para atacar jornalistas, líderes políticos da oposição, e para instalar uma campanha suja às costas da população", indicou.

Martínez afirmou que a comunicação estatal deveria estar focada em campanhas vinculadas a políticas públicas, como prevenção de doenças, saúde materna, violência familiar, educação ou informação cidadã, e não na promoção da gestão governamental.

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"A campanha do Mitic teria que ser para que haja parto seguro nos hospitais, para diminuir a incidência do HIV, para reduzir a violência nos lares, para melhorar as condições de trabalho. Esta campanha não tem relação com a necessidade da população", manifestou.

Também apontou que existem dúvidas sobre os critérios utilizados para a distribuição dos recursos destinados a publicidade e reclamou maior transparência sobre o manejo dos fundos públicos.

"Esta campanha é paga com recursos públicos e não sabemos claramente o manejo, não sabemos por que há direcionamentos, não sabemos como foram feitas as seleções, nem se a comunicação teve uma finalidade institucional legítima ou simplesmente foi uma campanha governamental", sustentou.

A parlamentar também questionou que o Governo tenha capacidade de coordenar com as autoridades das entidades binacionais para financiar distintos projetos, mas não para destinar recursos extraordinários ao pagamento da dívida sanitária.

"Por que hoje, durante a economia de guerra, preferimos propaganda para o Governo...

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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