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Economia

Especialistas ressaltam solidez macroeconômica e sugerem otimizar investimento social

17/08/2026 02:00 3 min lectura 10 visualizações

"Eu acredito que a principal força é que se continua apostando na estabilidade macroeconômica, esse é um sinal que vimos dando permanentemente", indicou o economista Manuel Alarcón ao realizar um balanço sobre o rumo da economia paraguaia ao completarem-se três anos de gestão do presidente da República, Santiago Peña.

Não obstante, Alarcón mencionou que no segundo tempo do mandato de Peña é necessário que isso se reflita no bolso, no consumo e na qualidade de vida das pessoas. "A principal fraqueza é procurar que o bem-estar se traduza em uma melhoria real das condições de vida de nossos cidadãos", disse, acrescentando que "podemos dizer que avançamos, mas provavelmente há um grande déficit que é o grau de desigualdade", expressou no programa "Fuego Cruzado" do canal GEN/Nación Media.

Apesar dos sólidos indicadores macroeconômicos e da manutenção do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) acima de 5%, Alarcón manifestou que o governo também deverá trabalhar na focalização do gasto social.

"Há muito a fazer e esse é o grande desafio que terá este e provavelmente os próximos governos" e para isso se requer de políticas muito mais sérias e direcionadas "porque de outra forma se tomam decisões que são generalistas e infelizmente acredito que as medidas que se tornam quase populistas não têm a eficácia que se desejaria", ressaltou.

Sinalizou que "aqui um dos grandes problemas que vamos ter em breve é como continuamos financiando o gasto social, então há que começar a focar. Se eu não começo a racionalizar e otimizar meu gasto público, porque meus recursos são escassos, termina se ajustando nas inversões públicas e em um país com déficit importante em infraestrutura, acredito que isso não é a melhor decisão. Há que começar a mudar o modelo".

Acrescentou que a administração de Peña deve continuar trabalhando na concretização de mudanças estruturais. "Estamos no terceiro ano e já não se quer falar de reformas porque já estamos em um período político, mas não. Quem está no exercício, até o último dia tem que realizar reformas", pontualizou.

O economista Manuel Alarcón participou do programa "Fuego Cruzado" do canal GEN/Nación Media. Foto: Mariana Díaz

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As declarações de Alarcón referentes à necessidade de que o bem-estar macroeconômico impacte de forma direta e constante na microeconomia foram respaldadas por Martha Coronel, economista sênior e analista da consultora Mentu.

"Efetivamente temos um país que cresce, um país que avança quanto à produção, mas com desafios em fazer chegar esse crescimento às pessoas." Não digo que não se incluiu as pessoas, vai se incluindo, mas mais lentamente do que a economia cresce", disse.

Coronel também fez um apelo à racionalização do gasto público com o objetivo de equilibrar as receitas e as despesas. "Precisamos economizar como Estado, precisamos economizar como país. O que está acontecendo hoje? Estamos gastando mais do que arrecadamos. Nos embarcamos em um processo de continuar aumentando os gastos rígidos. Ao assumir mais dívida também estamos aumentando juros", mencionou.

Martha Coronel, economista sênior e analista da consultora Mentu. Foto: Mariana Díaz

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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