Especialista do MEC explica como intervir diante de assédio escolar para prevenir sequelas
Importância do acompanhamento de casos
A diretora de Promoção e Proteção dos Direitos da Infância e Adolescência do MEC, Sonia Escauriza, apontou que o principal problema não é apenas a presença de fatos de assédio escolar, mas a falta de ação posterior. Indicou que tanto pais como docentes frequentemente percebem situações problemáticas, mas não realizam um acompanhamento adequado dos casos.
Escauriza destacou a importância de reconhecer sinais de alerta precoces. Mencionou como exemplo quando um aluno solicita mudança de série ou turma sem justificativa aparente. Explicou que essas situações devem gerar atenção imediata e exigem que adultos responsáveis investiguem o que está acontecendo com o estudante.
Equipes técnicas em instituições educativas
Expressou preocupação especial em relação às omissões em instituições privadas, que contam com equipes técnicas e de orientação disponíveis para atender essas situações. Esclareceu que os psicólogos escolares cumprem uma função pedagógica, e quando necessário, o aluno também deve receber acompanhamento clínico externo.
Protocolos de atuação do MEC
O MEC dispõe de um protocolo específico de atuação diante do assédio escolar, vigente desde 2012. Uma vez detectados indícios, devem ser ativados mecanismos de avaliação que incluem questionários de detecção para identificar possíveis vítimas, agressores ou testemunhas, permitindo agir de forma imediata.
O protocolo estabelece procedimentos de prevenção, detecção, medidas urgentes e intervenção, incluindo a comunicação às famílias e, se necessário, a instituições como a CODENI, o Ministério Público ou a Polícia Nacional. A instituição deve confirmar ou descartar a situação em um prazo máximo de 72 horas.
Situação de saúde mental em estabelecimentos educativos
Em relação à saúde mental, Escauriza informou que durante este ano foram reportadas sete tentativas de suicídio e três suicídios de alunos no departamento Central, cifras que justificam trabalho permanente de contenção e prevenção.
Diante de uma tentativa ou caso de suicídio, o MEC ativa um plano de crise planejado para evitar um efeito dominó, já que segundo especialistas, esses eventos tendem a gerar situações semelhantes em outros alunos.
O protocolo estabelece como primeiras ações identificar o caso, conter o aluno e encaminhá-lo ao centro de saúde em caso de tentativa de suicídio, ou comunicar imediatamente ao Ministério Público conforme corresponda.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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