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Paraguai

Esgotos inacabados, contaminação e abandono na capital do país

29/05/2026 13:46 4 min lectura 13 visualizações

A realidade da capital do país continua se mostrando crítica. Em uma série de publicações deste jornal é possível observar a situação de deterioro não somente de serviços, mas também de algumas obras que demandaram investimento milionário, assim como também a grave condição de vida para vizinhos afetados por obras com avanço lento.

No caso do esgotonamento da avenida Molas López, relatam-se sinais de deterioro, e em algumas intersecções observam-se registros descobertos e superfícies em estado crítico e com lixo; igualmente, podem-se ver tampas de concreto fraturadas que expõem varillas de ferro.

Conforme denunciou recentemente o vereador Pablo Callizo, as obras de escoamento pluvial, inauguradas "há menos de um ano" pelo ex-intendente Óscar Rodríguez, teriam sido realizadas com materiais de má qualidade. "Assim se encontram várias tampas de escoamento ao longo de toda a avenida Molas López. Obras que custaram mais de USD 12 milhões do seu bolso e que foram feitas com materiais de má qualidade", afirmou. Além disso, o vereador apontou que é "uma das avenidas top da cidade, mas por onde é praticamente impossível caminhar".

Outro reclamo sobre a zona é a lamentável paisagem de abandono para os vizinhos, caracterizada por buracos profundos e água servida acumulada, que, conforme os vizinhos, flui durante todo o dia sem interrupção. Igualmente, na área encontram-se lixões que evidenciariam falta de regularidade na coleta de lixo. Também o trânsito se mostra caótico, especialmente em horários de pico. A percepção diz que Molas López muda de rosto quando se afasta dos bairros populares, o que acarretaria um grave problema de desigualdade.

A zona de obras do escoamento pluvial do bairro Santo Domingo também é objeto de reclamos. Os vizinhos denunciam que se encontram expostos a situações de perigo. As obras desta zona começaram há aproximadamente três meses e, conforme os vizinhos, não conseguiram um plano de contingência da parte da Municipalidade para transladar pessoas com mobilidade reduzida e se sentem indefesos. Apesar de tudo, destacam o trabalho dos operários no local, que colaboram com os vizinhos para que possam transitar com segurança. Toda a segurança no local se reduz a malhas de cor laranja que delimitam a zona de escavações.

Por outro lado, os vizinhos dos bairros Villa Morra e Recoleta seguem reclamando à Municipalidade de Assunção uma limpeza urgente do arroio Mburicaó, cuja alta contaminação afeta a qualidade de vida dos moradores.

Tristemente, a capital do país se encontra endividada, com grave crise financeira e de administração. A grave crise é evidente e se reflete no serviço de coleta, em perigosos buracos, calçadas rotas, em um trânsito caótico e nos fatídicos raudais.

Assunção, sem lugar a dúvida, deve mudar seu modelo de gestão, e isto lamentavelmente não vai ser possível se a classe política não priorizar as soluções para os problemas cidadãos, acima dos interesses particulares.

Assunção foi alguma vez mãe de cidades, mas hoje subsiste na bancarrota, em meio à degradação, à sujeira e ao abandono.

A situação somente vai poder ser revertida com um firme compromisso. Por um lado, a nova administração que surgir das eleições do próximo 4 de outubro deve entender que a tarefa que a espera será titânica; por isso não deve repetir o mesmo estilo de gestão que precisamente tem levado à ruína nossa capital.

Nessas semanas em que há candidatos a intendente e a vereadores distribuindo sorrisos, apertos de mão e promessas, é muito importante que os cidadãos estejam atentos e eles também assumam sua responsabilidade ao escolher. Somente com uma sociedade que se compromete com sua cidade será possível mudar o estado de caos em que se encontra Assunção.

A chave para uma cidade não é somente a falta...

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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