Esgaib pede ao Senado acelerar lei de emergência para o IPS e apoiar modificações de Afara
O deputado Yamil Esgaib sustentou que a situação do IPS requer uma resposta urgente e pediu à Câmara Alta acelerar o tratamento do projeto de lei de emergência sanitária, incorporando as modificações propostas pelo senador Juan Afara sem reiniciar o trâmite legislativo.
"A emergência significa urgência e estão passando os dias e não estamos resolvendo", afirmou o legislador, que explicou estar a par do interesse do Senado em modificar a iniciativa original.
Nesse sentido, destacou a proposta de Afara de incluir a emissão de bônus para que o Estado possa cancelar parte de sua dívida com a previdenciária. "Pediria ao Senado que tome a lei que já aprovamos aqui e faça as modificações. Na Câmara de Deputados vamos aprovar essas mudanças, em vez de elaborar um novo projeto que tenha que voltar a percorrer todo o trâmite legislativo", expressou.
Esgaib considerou que essa alternativa permitiria acelerar a aprovação de uma ferramenta que qualificou de "muito necessária" para enfrentar a crise de abastecimento que atravessa a previdenciária.
Consultado sobre a falta de recursos do IPS para adquirir medicamentos até agosto, apontou que espera que a situação possa ser sanada e apelou também à compreensão dos fornecedores.
"Os laboratórios têm que entender que normalmente o Estado é lento para pagar, mas paga. A longo prazo cobra-se tudo, inclusive com juros", sustentou.
Esgaib também questionou as recentes declarações do presidente do Brasil sobre a Guerra da Tríplice Aliança. "Não está bem. Acredito que ele tem que mudar esse discurso. É uma história de muito sofrimento para o Paraguai e não corresponde utilizá-la para ganhar votos", expressou.
A seu critério, as respostas do Governo paraguaio devem ser conduzidas com prudência devido à importância da relação bilateral.
"São países vizinhos e irmãos, com muitos interesses em comum. As reações devem ser muito pensadas e muito cuidadosas", destacou.
Quanto à substituição de Félix Sosa à frente da Administração Nacional de Eletricidade (ANDE), Esgaib afirmou que se trata de uma decisão exclusiva do Poder Executivo.
"É prerrogativa do Executivo e deve ter motivos válidos. Félix esteve oito anos, fez um bom trabalho e acredito que saiu pela porta grande", manifestou.
Acrescentou que o presidente Santiago Peña demonstra que mantém políticas de Estado e não desmantela projetos unicamente porque tenham sido impulsionados por administrações anteriores.
Sobre as versões que vinculam a saída de Sosa com a polêmica sobre um suposto esquema de tarifa preferencial para uma empresa privada, apontou que essa também poderia ter sido uma das razões, embora tenha defendido a necessidade de buscar novos mercados para comercializar a energia excedente do país.
"Hoje temos um excesso de energia e é preciso abrir-se ao mercado. Estou convencido de que o Estado busca obter melhores receitas com esse recurso", indicou.
Pede endurecimento de penas para agentes penitenciários
O deputado também voltou a defender o projeto que aumenta as penas para agentes penitenciários que colaborem na fuga de reclusos.
Recordou que uma proposta anterior foi rejeitada pelo Senado e anunciou que apresentarão uma nova versão equiparando as sanções com as previstas para amotinamentos.
"Não são delinquentes menores os que escapam; fazem-no com...
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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