Equipe médica iniciou a retirada progressiva da sedação de Hugo Javier González
Avanço no processo de recuperação
O diretor do Hospital Nacional de Itauguá, doutor José Espínola, informou que o ex-governador do departamento Central, Hugo Javier González, mantém os sinais vitais estáveis e que a equipe médica iniciou a retirada progressiva da sedação. González foi diagnosticado com meningite bacteriana e apresenta um trauma cranioencefálico após uma agressão sofrida em 6 de setembro em sua cela no pavilhão La Esperanza do Centro Nacional de Prevenidos.
Embora González ainda não tenha acordado, continua conectado a um respirador enquanto avança em seu processo de recuperação. "A sedação foi suspendida de forma controlada e lenta, mas se deixou com o gotejamento de um analgésico potente que é o fentanilo com uma dose considerável toda a noite e que tem um efeito sedante. Foi agregado ao mesmo tempo o gotejamento de um leve tranquilizante que costumamos utilizar nestes casos para despertar o paciente da máquina", explicou o médico.
Sinais positivos na evolução clínica
O diretor do centro de saúde apontou que durante a noite o paciente apresentou reatividade e momentos de inquietude, mas seus sinais vitais se mantiveram sob controle. "Quanto aos seus sinais vitais está tudo estável, não apresentou febre, a pressão arterial se manteve bem assim como a frequência cardíaca e respiratória", indicou Espínola.
González foi submetido a intervenção cirúrgica para a colocação de um catéter dentro do cérebro com o propósito de medir a pressão intracraniana. A equipe médica identificou avanços em sua evolução clínica: "Apresenta certos avanços como por exemplo ao tocá-lo, localiza a dor, isso é algo positivo para nós, localiza o contato por exemplo com os membros, tenta piscar, tem movimentos espontâneos. Nós somos otimistas já que ao suspender a sedação de um paciente com cérebro agudo é um avanço bastante importante".
Avaliação de possíveis sequelas
O diretor do hospital enfatizou que a avaliação completa de possíveis sequelas físicas ou cognitivas poderá ser realizada uma vez que se retire o suporte respiratório. "Há que se levar em conta que ele tem duas lesões a nível neurológico, uma o traumatismo de crânio e outra que é a meningite, ambas podem deixar sequelas, mas uma vez que o tirarmos da sedação poderemos avaliar com que sequelas pode ficar", mencionou Espínola.
O processo de recuperação continua sob supervisão médica constante, e os especialistas advertem sobre a importância de permitir que a evolução do paciente determine o ritmo do tratamento, sem acelerar os tempos de desintoxicação.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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