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Internacional

Entre drones, apagões e praia, o ilusório verão na Crimeia anexada

03/08/2026 10:45 3 min lectura 11 visualizações

Soa um "boom" sobre Sebastopol, na Crimeia. Um exercício das forças russas? Um drone ucraniano? Frente ao mar, Gueorgui encolhe os ombros, "acostumado" com as explosões desde que a Ucrânia intensificou os ataques contra instalações energéticas dessa península anexada por Moscou.

"Tudo vai bem", afirma Gueorgui, com um café na mão. "Na verdade, estamos acostumados, então nada nos assusta", diz esse homem de 31 anos, sentado no parapeito do passeio marítimo com uma amiga.

"Agora estamos aqui sentados, tomando um café. Se ouvirmos barulhos, o mais provável é que sejam exercícios", raciocina Gueorgui, que trabalha "no turismo" em Sebastopol, cidade que, assim como toda a Crimeia — anexada em 2014 — é considerada em grande medida pelos russos como parte de seu país.

Na costa, algumas avós tomam um banho, uma criança salpica seus irmãos e alguns culturistas exibem seus peitorais. No skatepark, adolescentes fazem acrobacias ao lado de um dos numerosos abrigos que existem em Sebastopol.

Uma verificação na conta do Telegram de Mikhail Razvojaiev, o prefeito da cidade, confirma que desta vez não há nenhum alerta aéreo.

Esses alertas se sucedem ininterruptamente desde meados de junho, com a intensificação dos ataques ucranianos contra depósitos de hidrocarbonetos e instalações elétricas.

Os cortes de energia e a escassez de combustível já fazem parte do dia a dia dos 2,4 milhões de habitantes da Crimeia e dos turistas, quatro anos e meio depois do início da ofensiva em larga escala da Rússia contra a Ucrânia.

Além disso, nesses ataques morrem e se ferem civis com regularidade. Na quarta-feira passada, o governador local indicado por Moscou, Sergei Axionov, anunciou a morte de duas pessoas, falecidas em um "novo ataque noturno do inimigo".

Estrada da morte. Nos centros turísticos costeiros, os comércios e hotéis que podem se dar o luxo contam com geradores.

Em Yalta, o letargo da tarde é interrompido apenas pelo ronrom dessas máquinas, que funcionam em sua maioria com óleo diesel. "Não temos outra opção", explica Oksana, que gerencia uma loja de alimentos. "Ou isso ou todos os meus sorvetes derretem".

Assim como em muitas províncias russas, os combustíveis escasseiam na Crimeia. Nas estradas veem-se subestações elétricas com a fachada parcialmente calcinada pelos incêndios causados por ataques de drones e postos de gasolina fechados ou reservados para o transporte essencial.

Quando, por sorte, há gasolina sem chumbo ou óleo diesel disponível para o motorista comum, os postos de gasolina racionam e "não mostram os preços para não irritar os clientes".

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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