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EBY encerra contingência financeira e aponta para reestruturação

Acordo operativo com governo argentino normaliza fluxo de caixa da binacional

15/05/2026 14:00 3 min lectura 0 visualizações
EBY cierra contingencia financiera y apunta hacia la reestructuración

Após anos de incerteza e uma contingência financeira que paralisou obras e pagos a fornecedores, a Entidade Binacional Yacyretá (EBY) apresenta sinais de recuperação. Assim o afirmou Federico Vergara, chefe financeiro da margem paraguaia, que detalhou como o acordo operativo subscrito com o Governo do presidente argentino Javier Milei permitiu normalizar o fluxo de caixa, logrando um cumprimento regular nos pagos por energia gerada.

A crise, que em março de 2024 levou a declarar a contingência financeira em ambas as margens, parece ter ficado para trás. Segundo Vergara, a situação melhorou drasticamente graças ao acordo operativo que entrou em vigência em junho de 2025.

TARIFA. Um fator chave para a saúde financeira da entidade é que a Argentina está cumprindo com o pagamento da tarifa de cobrança efetiva de USD 28 por MWh entregue. Esta receita permite à EBY saldar compromissos que datam da década passada, como dívidas com contratistas das costaneiras de Encarnación (obras de 2012-2014) e obrigações financeiras com bancos.

Segundo detalhou Vergara, a administração conseguiu reduzir as despesas gerais de uma média de USD 34 milhões (2022) para cerca de USD 19 milhões (2025), gerando uma economia de aproximadamente USD 15 milhões anuais mediante um rigoroso "ajuste de cinturão".

AÑA CUÁ. No que respeita à mecanização do braço Aña Cuá, diferentemente de anos anteriores onde a falta de fundos paralisou os frentes de obra, hoje os projetos estratégicos avançam com recursos próprios. O plano está operativo e com pagos regulares a fornecedores. Entre 2024 e março de 2026, a EBY investiu mais de USD 100 milhões de fundos próprios no avanço do projeto. Estima-se que o mesmo terá um custo final de USD 600 milhões.

Outro aspecto relevante mencionado por Vergara é a chegada de equipos eletromecânicos (através da empresa Rieder) para a reparação do parque gerador, uma tarefa que qualificou como "prioritária" após anos de descuido técnico.

Por outro lado, apesar do alívio financeiro, o problema estrutural da EBY persiste: A falta de uma tarifa definitiva aprovada pelos Congressos é um dos principais desafios.

"Estamos em um limbo esperando que o Congresso Argentino em algum momento trate a Nota Reversal 2-2017. Enquanto isso, estamos trabalhando na revisão e atualização desses números sobre o balanço de 2025", explicou Vergara.

SALÁRIOS. O gerente financeiro da Entidade Binacional Yacyretá reconheceu que a instituição poderia funcionar com uma menor quantidade de funcionários, aproximadamente 1.200, embora tenha sustentado que os altos salários e benefícios estão regidos por normas binacionais.

No mesmo sentido, apontou que a reestruturação financeira da EBY permitirá contar com recursos para reduzir o pessoal e que se trabalha em evitar o ingresso massivo de novos trabalhadores.

Precisou que quando iniciaram as obras de Itaipu e Yacyretá conceptualizou-se o nível salarial da gente que trabalha na EBY.

"Isso não se instalou agora. Há um protocolo que faz parte do tratado, de segurança e trabalho, que estabelece as normas básicas de como se maneja. Mais ainda, não é apenas para os funcionários. As empresas contratistas que trabalham em Yacyretá devem se enquadrar nesse protocolo", indicou Vergara.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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