Dólar em queda e preços altos: setor importador nega ser responsável
Os preços altos apesar do colapso do dólar estão sendo objeto de um incessante cruzamento de declarações nas últimas semanas. Desde o setor supermercadista apontaram aos importadores, enquanto que estes últimos dizem que os produtos que manuseiam pouco e nada pesam na cesta básica das famílias paraguaias.
Iván Dumot, presidente do Centro de Importadores do Paraguai (CIP), falou sobre a questão e afirmou que os produtos trazidos do exterior representam apenas um quarto do total que se encontra nas gôndolas dos supermercados.
"O componente importado puro do setor supermercado é apenas 25%. O 75% o compõem a carne, frutas e verduras, panificados e produtos nacionais, que são os que incidem. Se você vai fazendo uma ponderação disso na cesta básica da gente de menos recursos, essa ponderação termina sendo muito mais alta porque a gente de menos recursos não compra bens importados como elemento primário em sua cesta", explicou em conversa com a 1080 AM.
Ataque
Posteriormente, manifestou que o "ataque" provém de alguns supermercadistas e não precisamente da câmara do setor. "Diferenciemos bem o que é a Câmara de Supermercados versus alguns supermercadistas que se valem de seu cargo dentro da câmara para instalar expectativas próprias ou para tentar levar água ao seu moinho ou dito de outra maneira, para tentar ganhar mais margem e proveito comercial, aproveitando-se de um momento social importante que o Governo se vê na obrigação de gerenciar", ampliou.
"Estamos falando dos 25% do que compõe a cesta básica, 25% que novamente tem concorrentes locais que perfeitamente substituem o produto importado se fosse necessário", assegurou sobre o peso que têm os importados na cesta básica. Recordou que no ano passado, quando o dólar tocou o patamar de G. 8.000, tendo uma apreciação de 10%, os preços dos importados subiram 6%, ou seja, não acompanharam o ritmo de aumento.
Acusação
Estas declarações respondem a uma acusação proveniente da Câmara Paraguaia de Supermercados (Capasu), que indica que supostamente são dois gremios importadores os que enviaram notas a seus associados para estabelecer um teto de redução de preços devido à queda do dólar. A Comissão Nacional da Concorrência (Conacom) indicou que a questão poderia merecer a abertura de uma investigação, considerando que a lei proíbe acordos sobre preços.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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