Docentes se reunirão com ministros para definir continuidade da greve anunciada
Reunião entre docentes e autoridades
Docentes têm prevista uma reunião nesta sexta-feira com os ministros de Educação e Economia com o objetivo de analisar a situação a respeito da greve anunciada para os dias 17 e 18 de setembro. A medida busca a inclusão de um incremento salarial na adenda do Orçamento Geral da Nação (OGN) para 2027.
Análise do orçamento apresentado
Gabriel Espínola, secretário da Organização de Trabalhadores e Educadores do Paraguai (OTEP-A), mencionou que no projeto entregue pelo Ministério da Economia para 2027 foi reduzido para G. 19 mil milhões o montante para Educação. "Quando nos reunimos há 15 dias não tínhamos esses montantes à vista. No anteprojeto de orçamento não figurava esse déficit", expressou no programa "Assim são as coisas" do canal GEN e Universo 970 AM/Nação Media.
O representante do sindicato indicou que no anteprojeto, a conversa se centrou basicamente na falta de recursos por parte da Economia para atender reivindicações de salários e benefício social.
Proposta de aumento salarial
Espínola explicou que para cobrir o 8% de aumento solicitado pelo magistério, deve-se carregar aproximadamente 44 a 46 milhões de dólares a mais. "Nossa proposição é que no primeiro semestre cheguemos a 5%, o mesmo percentual concedido para o setor privado de salário mínimo legal, e que se complete o 3% adicional até agosto de 2027", precisou.
Déficit de horas-aula
O sindicalista mencionou que no plano de gastos do ano passado havia se concretizado um montante global de 75 bilhões para crescimento vegetativo, correspondente a horas-aula não cobertas, basicamente do terceiro ciclo (sétimo ao nono ano). "Este ano, voltaram a incorporar aquele montante", indicou.
Porém, encontram um déficit importante em Educação Básica, terceiro ciclo e Médio, Educação Infantil e Educação Básica em menor proporção. "Há um déficit de aproximadamente 76 mil horas-aula, que tem um arrastre histórico que tem a ver com a modificação das disciplinas das diferentes áreas dos docentes", detalhou.
Expectativa sobre a negociação
A respeito da reunião prevista, Espínola manifestou que "o Ministério da Economia deveria expressar ou colocar em comum alguns números da possibilidade que tenha a administração das Finanças Públicas para atender esses reclamos". De acordo com o representante do sindicato,
"sobre esses números é que hoje teríamos um horizonte do que é possível e o que não é. Disso depende o que suceda em 17 e 18".
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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