Docentes marcham até o MEF solicitando ajuste salarial e investimento em educação
Mobilização docente por melhores condições educativas
Aproximadamente 500 docentes marcharam da praça Batalhão 40 até o Ministério da Economia e Finanças para expressar suas demandas em matéria salarial e orçamentária. A mobilização incluiu representantes de cinco organizações sindicais: Organização de Trabalhadores da Educação-Sindicato Nacional (OTEP-SN), OTEP-Autêntica, União Nacional de Educadores-Sindicato Nacional (UNE-SN), Movimento de Ação Sindical (MAS-MP) e Educadores Sindicalizados (EA).
As organizações exigem um reajuste salarial de 8% e uma maior alocação orçamentária para garantir uma educação gratuita e de qualidade no país.
Desafios nas condições de trabalho docente
Durante a mobilização, educadores compartilharam suas experiências a respeito das dificuldades enfrentadas no exercício de sua profissão. Uma docente de nível médio expressou que a sobrecarga laboral impacta significativamente seu bem-estar, além de apontar que desenvolve suas atividades sem acesso a materiais básicos como livros de ciências.
Há que se reconhecer que somos tão criticados pelos pais e pela sociedade, mas nós realmente estávamos buscando uma educação de qualidade para todos e para isso há que cuidar da saúde mental dos docentes. Estamos adoecendo, não nos cuidam.
A educadora indicou que o último envio de materiais didáticos foi realizado há nove anos, em 2017. Desde então, tem assumido pessoalmente as despesas de aquisição de recursos para seus estudantes, incluindo fotocópias necessárias para o desenvolvimento das aulas.
Necessidade de implementar educação inclusiva
Uma diretora de escola em Ypané apontou a importância de cumprir efetivamente a Lei 5136 de Educação Inclusiva. Segundo seu relato, os materiais didáticos disponíveis não refletem a realidade dos estudantes e carecem de flexibilidade para atender à diversidade.
A diretora enfatizou a necessidade de contar com profissionais especializados como psicólogos e fonoaudiólogos para garantir oportunidades educativas equitativas. Apontou que as escolas enfrentam limitações estruturais para implementar modelos de educação inclusiva efetivos, considerando que uma diretora e uma coordenadora não conseguem atender adequadamente 500 ou 600 estudantes.
Demandas e ações previstas
Os cinco sindicatos convocaram ações de paralisação para quinta e sexta-feira como medida de pressão para que suas demandas de reajuste salarial e investimento em recursos educativos sejam atendidas.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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