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Educação

Docentes marcham até o MEF, pedem reajuste salarial e reacendem reivindicações por educação de qualidade

Cinco gremios se mobilizam contra acordo com o Governo e convocam paralisação

17/09/2026 14:00 3 min lectura 333 visualizações

Enquanto cerca de 500 docentes marchavam pela avenida Mariscal López e gritavam "fora, Piris", em referência ao titular da Federação de Educadores do Paraguai (FEP), Silvio Piris, a quem acusam de assinar um acordo entreguista.

Os educadores mobilizados pertencem a cinco gremios: Organização de Trabalhadores da Educação-Sindicato Nacional (OTEP-SN), a OTEP-Autêntica, a União Nacional de Educadores-Sindicato Nacional (UNE-SN), o Movimento de Ação Sindical (MAS-MP) e os Educadores Sindicalizados (EA).

Este bloco rejeitou a assinatura do documento com o Governo, no qual foi pactuado um aumento progressivo de até 5% nos salários para 2027, motivo pelo qual irão à greve quinta e sexta-feira.

Os docentes marcharam desde a praça Batalhão 40 até o escritório do Ministério de Economia, localizado em uma das avenidas mais utilizadas para entrada e saída da capital do país, exigindo um reajuste salarial de 8% e maior orçamento para uma educação gratuita e de qualidade.

Durante a cobertura de NPY, uma professora de nível médio, proveniente de Isla Bogado, Luque, afirmou que vive na pele a sobrecarga de trabalho, além de ensinar sem livros de ciências básicas.

"Há que se reconhecer que somos muito criticados pelos pais, pela sociedade, mas nós realmente estávamos buscando uma educação de qualidade para todos e para isso é preciso cuidar da saúde mental dos docentes. Estamos nos adoecendo, não nos cuidam", manifestou.

Segundo relatou, a última vez que receberam livros foi em 2017, há nove anos.

Do seu bolso comprou material para seus alunos e também faz fotocópias para desenvolver as aulas.

Embora tenha celebrado a proibição de celulares em sala, indicou que é a única forma com acesso à internet para buscar informações e desenvolver o programa educativo.

Também questionou o programa Fome Zero, com algumas refeições que não são satisfatórias e outras que nem chegam aos setores mais vulneráveis.

A diretora de uma escola na cidade de Ypané assegurou que a Lei 5136 de Educação Inclusiva, pela qual foi estabelecido um marco legal para eliminar as barreiras na aprendizagem, "não se cumpre, não existe".

Relatou que os materiais são estereotipados e não refletem a realidade das crianças. A docente enfatizou a necessidade de contar com profissionais capacitados como psicólogos e fonoaudiólogos para garantir oportunidade a todos.

"Uma diretora com uma coordenadora não podem fazer milagres com 500 a 600 alunos. Não existe educação inclusiva. Materiais inúteis, sem lógica. Tudo é estereotipado", lamentou.

Mais cedo, em entrevista com Monumental 1080 AM, o dirigente sindical Gabriel Espínola, da Organização de Trabalhadores da Educação do Paraguai-Autêntica (OTEP-A), observou que Piris está militando ou movimentando peças políticas com o senador Colym Soroka.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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