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Política

Diretor de CM gastou G. 950 milhões em 15 dias, com seu IVA cancelado

19/06/2026 13:45 3 min lectura 268 visualizações
Director de CM usó G. 950 millones en 15 días, con su IVA cancelado

Luis Fernando Alegre León, atual diretor interino de Gabinete da Presidência do Conselho da Magistratura, conforme suas declarações juradas gastou G. 948 milhões nos primeiros quinze dias de junho. Ele esclarece que todo gasto está respaldado, mas confirma que seu IVA (imposto sobre valor agregado) está cancelado desde o início do ano.

O nome do diretor veio à tona após ele ter tido um crescimento econômico notável nos últimos cinco anos, passando de um patrimônio líquido de G. 16 milhões em 2021 para G. 849 milhões em 2026.

Esse montante deste ano, inclusive, mudou repentinamente, já que no 1º de junho informou um patrimônio líquido de G. 2.238 milhões, cifra que chamou atenção; entretanto, após comunicação com ele, no 16 de junho fez uma atualização, assegurando que tinha apenas um patrimônio de G. 849 milhões.

O que aconteceu naqueles quinze dias? Daqueles G. 2.238 milhões, já não aparece um CDA de G. 440 milhões e ele próprio esclareceu que na declaração anterior havia apenas duplicado.

E no que diz respeito aos G. 948 milhões que estavam em suas contas de poupança em Ueno, Sudameris e Itaú e que agora desapareceram, quando questionado sobre se seu gasto pode ser verificado, afirmou que tudo foi com fatura.

"Tenho minha fatura, meus impostos em dia, meu IVA em dia. Faz uns seis meses cancelei o IVA porque não regulava mais", expressou.

Contudo, fica em aberto como faturou esse dinheiro se cancelou seu IVA. De igual forma, ele disse:

"Juridicamente estou superrespaldado".

DE ONDE O CRESCIMENTO?

Alegre León foi comissionado desde a Procuradoria até o Conselho da Magistratura no 8 de maio deste ano. De fato, é do mesmo grupo gremial de Marco Aurelio González, ex-procurador da República e de Gerardo Bobadilla, titular do CM, quem solicitou seu traslado temporário.

O homem explicou que grande parte desses ganhos foi proveniente do cobro de honorários profissionais quando trabalhava como procurador delegado na Procuradoria Geral da República, desde 2023.

Além de seu salário, ele regulava honorários nos diferentes processos que ia ganhando e esclareceu que não era o Estado quem lhe pagava, porque isso está proibido por lei, senão a contraparte quando perdia.

"Terei regulado em dez processos e cada procurador tem 180 a 200 processos. É normal que um procurador regule e não apenas na Procuradoria", disse o diretor interino de Gabinete de Gerardo Bobadilla, presidente do Conselho da Magistratura.

Afirmou que nos processos em que ele interveio recuperou-se muito dinheiro e não é que se arranjou. "O que se devia cobrava-se e mais juros; não se lhe baixava o montante reclamado, não se fez nenhum desconto", disse.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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