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Internacional

Despdem Taty Almeida, referência histórica das Mães da Praça de Maio

15/06/2026 23:45 3 min lectura 9 visualizações
Despiden a Taty Almeida, referente histórica de las Madres de Plaza de Mayo

Realizou-se o velório de Lidia Stella Mercedes Miy Uranga de Almeida, conhecida como Taty Almeida, presidenta da Associação Mães da Praça de Maio Linha Fundadora. Uma extensa fila de pessoas se congregou desde o meio do dia na sede sindical dos trabalhadores telefônicos (Foetra) para render homenagem à ativista de direitos humanos.

Almeida se incorporou às Mães da Praça de Maio em 1979 para denunciar o desaparecimento de seu filho Alejandro, ocorrido em 1975. Seu compromisso com a busca da verdade começou durante a última ditadura na Argentina (1976-1983) e se estendeu até o presente através de seu papel como presidenta de uma das três cisões do grupo original, junto com as Mães da Praça de Maio e as Avós da Praça de Maio.

Estela de Carlotto, titular das Avós da Praça de Maio, expressou sua dor ante o falecimento:

"Não suporto a ideia de não vê-la ou não estar onde ela está. Temos tido tantas atividades juntas, para rir, para chorar e para nos irritarmos entre nós também porque às vezes dizíamos coisas distintas. É a vida de companheiras que temos sofrido e continuamos sofrendo com essas perdas. Já somos muito idosas, quase centenárias".

Com o falecimento de Almeida, são poucas as integrantes originais do grupo que encabeçou a busca dos desaparecidos na Argentina. Porém, as organizações se mantêm ativas e a renovação geracional permite continuar o reclamo institucional sob as consignas de "memória, verdade e justiça", lema do movimento de direitos humanos no país sul-americano.

O velório permitiu aos assistentes se aproximarem da sala onde o féretro estava coberto de lenços brancos e objetos que as pessoas foram deixando na medida que passavam. O ambiente foi moderadamente festivo, com próximos e amigos da ativista tocando música em sua honra.

Fabiana Almeida, filha de Taty, expressou durante uma coletiva de imprensa improvisada frente ao Foetra:

"Companheiros, o que ela queria era união, temos que nos unirmos para sacar esse terrível Governo".

Segundo informou a família, Almeida havia solicitado que os assistentes a sua despedida não levassem flores, mas que optassem por doar esses fundos à causa das Mães da Praça de Maio.

"Não nos venceram" foi uma de suas consignas mais conhecidas em seus múltiplos discursos na Argentina, nos quais brindava apoio às lutas populares, trabalhadores e vítimas de violência estatal.

Desde que se conheceu o falecimento da ativista, se sucederam as mensagens públicas de despedida de figuras como a ex-presidenta argentina Cristina Fernández, o presidente de Cuba Miguel Díaz-Canel, o ex-mandatário do Paraguai Fernando Lugo e o governador da província de Buenos Aires Axel Kicillof.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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