Desirée Masi lamenta limitações financeiras e dívidas do fundo para cobrir doenças catastróficas
Desirée Masi, médica e ex-senadora, se referiu à situação do Fondo Nacional de Recursos para la Salud (Fonaress), que existe desde 2012, afirmando que funciona com sérias limitações financeiras.
Explicou que o fundo foi aprovado em 2012 e regulamentado por Antonio Arbo, já falecido, que na época desempenhava o cargo de ministro da Saúde. O fundo foi aprovado para cobrir padecimentos de alta complexidade e custo, destacando-se a assistência a pacientes pediátricos com atrofia muscular espinal (AME) e diversos tipos de câncer.
Acrescentou que após os primeiros anos de funcionamento já começou a sofrer inconvenientes na fonte de financiamento que deveria provir de um percentual das binacionais, mas esse aporte foi judicializado.
"A maior fonte de financiamento é um percentual das binacionais, sobretudo Itaipu. Essas binacionais levaram à Corte e a Corte nunca se pronunciou", afirmou em comunicação com a rádio Monumental 1080 AM.
Masi sustentou que o fundo se mantém com ingressos menores, como recursos do orçamento geral e prêmios não cobrados de jogos de azar, mas que resultam insuficientes.
"Neste momento, o fundo tem cerca de USD 100 mil, o que é totalmente insuficiente. Encerrando o orçamento do ano passado, eles tinham uma dívida de quase USD 1 milhão", acrescentou.
A ex-legisladora alertou que as compras realizadas através do Fonaress se concretizam por meio de ações de inconstitucionalidade, o que gera um debate pendente em matéria de saúde.
"Quase tudo o que se compra através do Fonaress é por meio de ações de inconstitucionalidade. Isso reflete o desespero das famílias e a pressão de médicos e farmacêuticas", finalizou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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