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Saúde

"A tirzepatida não costuma causar problemas cardíacos", diz especialista após morte de adolescente em CDE

10/07/2026 19:45 2 min lectura 11 visualizações

Os medicamentos como a tirzepatida estão no centro do debate após a morte de uma adolescente de 16 anos no pátio de seu colégio em Ciudad del Este, Departamento de Alto Paraná. O pai da jovem informou aos agentes que sua filha consumia medicamentos para tratar uma anemia e também fármacos para emagrecer.

A respeito disso, um especialista explicou que a tirzepatida não costuma ser associada a eventos cardiovasculares graves e que atualmente está aprovada para pacientes com insuficiência cardíaca e obesidade, porque pode melhorar a qualidade de vida e os sintomas dessas doenças.

"A tirzepatida clinicamente não costuma produzir problemas cardiovasculares; pelo contrário, está aprovada para seu uso em pacientes com insuficiência cardíaca e obesidade"
, apontou.

O médico enfatizou que o medicamento deve ser administrado sob rigoroso controle médico.

"Utiliza-se porque melhora a qualidade de vida do paciente e os sintomas da insuficiência cardíaca. O que teria de ser analisado no caso da adolescente é se apresentava ou não um quadro de anorexia", acrescentou.

Indicou ainda que esses fármacos podem provocar náuseas, vômitos e diareia, e que, nesse contexto, poderiam desencadear transtornos hidroeletrolíticos.

"Se o paciente estava vomitando ou tinha muita diareia, pode chegar a ter o que se chama uma hipopotassemia ou hipocalemia, ou seja, os níveis de potássio caem, o qual sim lhe pode produzir uma arritmia e isso sim lhe pode desencadear a morte", ressaltou.

Observou que teria de ser analisado e verificado em qual contexto teria sido utilizada tal medicação.

"Teria de se ver em qual conceito a menina usou para que lhe produzisse a morte caminhando e se vamos procurar a linha de investigação pelo lado da medicação, o que teria de se fazer é uma autópsia para saber se foi uma miocardiopatia", adicionou.

Nesse ponto, observou que pode ocorrer também um aneurisma cerebral ou um aneurisma abdominal.

"A medicação é muito segura, exceto pelos efeitos colaterais frequentes que vemos, sobretudo quando não há controle. A dose tem de ser usada de maneira progressiva, controlada. Cada paciente responde de forma diferente. Sempre sob supervisão médica", reforçou.

O diabetólogo ressaltou que se trata de um tratamento seguro "sempre que esteja controlado por um médico treinado no manejo dessa medicação".

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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