"A tirzepatida não costuma causar problemas cardíacos", diz especialista após morte de adolescente em CDE
Os medicamentos como a tirzepatida estão no centro do debate após a morte de uma adolescente de 16 anos no pátio de seu colégio em Ciudad del Este, Departamento de Alto Paraná. O pai da jovem informou aos agentes que sua filha consumia medicamentos para tratar uma anemia e também fármacos para emagrecer.
A respeito disso, um especialista explicou que a tirzepatida não costuma ser associada a eventos cardiovasculares graves e que atualmente está aprovada para pacientes com insuficiência cardíaca e obesidade, porque pode melhorar a qualidade de vida e os sintomas dessas doenças.
"A tirzepatida clinicamente não costuma produzir problemas cardiovasculares; pelo contrário, está aprovada para seu uso em pacientes com insuficiência cardíaca e obesidade", apontou.
O médico enfatizou que o medicamento deve ser administrado sob rigoroso controle médico.
"Utiliza-se porque melhora a qualidade de vida do paciente e os sintomas da insuficiência cardíaca. O que teria de ser analisado no caso da adolescente é se apresentava ou não um quadro de anorexia", acrescentou.
Indicou ainda que esses fármacos podem provocar náuseas, vômitos e diareia, e que, nesse contexto, poderiam desencadear transtornos hidroeletrolíticos.
"Se o paciente estava vomitando ou tinha muita diareia, pode chegar a ter o que se chama uma hipopotassemia ou hipocalemia, ou seja, os níveis de potássio caem, o qual sim lhe pode produzir uma arritmia e isso sim lhe pode desencadear a morte", ressaltou.
Observou que teria de ser analisado e verificado em qual contexto teria sido utilizada tal medicação.
"Teria de se ver em qual conceito a menina usou para que lhe produzisse a morte caminhando e se vamos procurar a linha de investigação pelo lado da medicação, o que teria de se fazer é uma autópsia para saber se foi uma miocardiopatia", adicionou.
Nesse ponto, observou que pode ocorrer também um aneurisma cerebral ou um aneurisma abdominal.
"A medicação é muito segura, exceto pelos efeitos colaterais frequentes que vemos, sobretudo quando não há controle. A dose tem de ser usada de maneira progressiva, controlada. Cada paciente responde de forma diferente. Sempre sob supervisão médica", reforçou.
O diabetólogo ressaltou que se trata de um tratamento seguro "sempre que esteja controlado por um médico treinado no manejo dessa medicação".
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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