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Paraguai

Perigo e atraso em obras de Santo Domingo afetam moradores

26/05/2026 16:46 2 min lectura 6 visualizações
Peligro y tardanza en obras de Santo Domingo afectan a vecinos

Um equipe de Última Hora visitou a área e constatou o avanço de uma escavação que deixou ao descoberto as bases das moradias localizadas à beira do leito Santo Domingo.

O solo removido destaca-se junto com uma parede que recentemente desabou, deixando tijolos quebrados e a fundação suspensa no ar, na calçada de uma propriedade.

"Por a qualidade dos materiais, é muito provável que caia em algum momento", observou uma moradora.

Leia mais: Obra de desagüe já causou perdas significativas para comerciantes e até demissões

Esta zona começou a ser aberta há aproximadamente três meses. Os afetados já tentaram consultar a Prefeitura de Assunção sobre algum plano de contingência para transferir pessoas com mobilidade reduzida. Até o momento, porém, a comunicação com a instituição não foi efetiva e persiste a sensação de desamparo diante de qualquer eventualidade.

Apesar dessa situação, os afetados destacaram o trabalho dos operários no local, a quem descrevem como "atentos" e "educados" por colaborarem para que os vizinhos possam transitar por zonas consideradas de difícil acesso.

A segurança no local, porém, reduz-se às telas de cor laranja que delimitam a borda da zona de escavações. No ponto sobre Soldado Desconocido e Juan XXIII observam-se tubos de desagüe que descarregam água sobre o terreno aberto.

A passagem para veículos está interrompida pela vala aberta e também por montes de terra. Entre os vizinhos existe um sentimento de incerteza generalizada, pois ninguém sabe se uma ambulância poderia entrar rapidamente no local em caso de possíveis emergências.

Embora os vizinhos se manifestem a favor de que a Prefeitura continue com as obras, o processo está se tornando insustentável ante a lentidão com que se avança. "É muito tempo, não sabemos quando isso vai terminar", disse outro morador consultado.

Após mais de um ano de trabalhos, registram-se na área inclusive sequelas na saúde. O pó constante e a sujeira "ativaram as alergias, ativaram os problemas respiratórios", fatores que "nunca se consideram para as pessoas que precisam conviver com a obra".

A isto há que se adicionar os constantes reclamos por cortes de luz e água, alguns com duração de quase três dias, segundo manifestaram os entrevistados.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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