Denunciam favores e reprovação de estudantes mediante influência em Direito UNA
Desde o Centro de Estudantes de Direito da Universidade Nacional de Asunción (Ceduna) denunciaram supostos favores acadêmicos a favor de alguns estudantes, assim como a reprovação para outros, no marco da influência de delegados e líderes estudantis da faculdade.
"Ante os fatos recentemente divulgados, que dão conta de conversas e elementos que evidenciariam a participação de estudantes, delegados e líderes estudantis na organização de mecanismos destinados a favorecer a aprovação, facilitar o acesso a resultados acadêmicos ou, deliberadamente, prejudicar e promover a reprovação de outros estudantes, mediante supostos vínculos ou cumplicidades com integrantes do corpo docente, o Centro de Estudantes General Bernardino Caballero manifesta seu mais absoluto e categórico rechaço", ressaltaram.
Igualmente, indicaram que condutas desta natureza resultam inadmissíveis e absolutamente incompatíveis com os princípios de igualdade, transparência, mérito, honestidade acadêmica e integridade que devem reger a vida universitária.
Por sua vez, expressaram que a avaliação acadêmica não pode se constituir jamais em objeto de negociação, favor, represália, intercâmbio de influências ou mecanismo de perseguição entre estudantes. "Nenhum estudante pode ser favorecido por seus vínculos, nem prejudicado por decisões arbitrárias ou interesses pessoais".
"A gravidade dos fatos adquire uma dimensão ainda maior quando quem aparece envolvido ostenta cargos de representação, sejam estes delegados de turma, representantes ante órgãos universitários, líderes ou qualquer outra forma de representação conferida por seus companheiros", asseguraram.
Igualmente, manifestaram que quem recebe a confiança de seus pares para exercer uma representação estudantil assume, junto com as faculdades próprias do cargo, uma responsabilidade ética e uma obrigação de conduta acordada com a dignidade de dita representação.
"A representação estudantil jamais pode ser utilizada como instrumento para obter benefícios acadêmicos próprios ou de terceiros, intervir indevidamente em processos de avaliação ou prejudicar deliberadamente a outros estudantes", ressaltaram.
No comunicado reafirmaram que não existem privilégios nem foros derivados de ocupar uma representação estudantil. "A condição de delegado, líder ou representante não coloca a ninguém acima das normas, os princípios institucionais nem de suas próprias responsabilidades".
Devido à gravidade dos fatos divulgados, exigiram que fossem devidamente esclarecidos e se determinem as responsabilidades correspondentes ante as instâncias competentes, com pleno respeito ao devido processo e ao direito à defesa de todas as pessoas envolvidas.
"O Centro de Estudantes seguirá defendendo uma Faculdade em que aprovar seja consequência do esforço e do mérito, e não de contatos; e onde reprovar não possa ser utilizado como ferramenta de perseguição, represália ou benefício pessoal", afirmaram.
Finalmente, convocaram para esta quinta-feira a uma sessão extraordinária da Comissão Diretiva no Poliesportivo da Faculdade de Direito e Ciências Sociais, com o fim de abordar os fatos sinalizados, analisar as medidas institucionais que correspondam e adotar as determinações pertinentes.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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