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Política

Debate sobre resposta diplomática paraguaia a declarações de Lula sobre a Guerra da Tríplice Aliança

28/07/2026 02:30 3 min lectura 10 visualizações

Durante uma visita a uma fábrica da empresa de defesa Avibras Aeroco, no interior de São Paulo, o presidente brasileiro Lula expressou que Brasil possui o "poderio armamentístico" e conhecimento científico e tecnológico necessário para falar de paz sem que "ninguém meta o nariz" no país.

Naquela ocasião, Lula fez referência à Guerra da Tríplice Aliança, mencionando que "um belo dia, o Paraguai decidiu invadir o Brasil. Invadiu Corumbá e, ao mesmo tempo, invadiu o Uruguai e ao mesmo tempo a Argentina. E essa guerra, que parecia que não seria grande coisa, durou cinco anos".

Pronunciamentos de figuras políticas

O deputado opositor Raúl Benítez apontou que existe "um silêncio bastante incômodo" a respeito dessas declarações. Em suas intervenções à rádio Ñandutí, Benítez criticou que o Executivo de Santiago Peña "se posicionou de forma rápida" ante outros episódios de relevância pública, questionando a falta de resposta neste caso.

Por sua parte, o ex-chanceler Euclides Acevedo expressou sentir-se "perplexo" diante das declarações de Lula, qualificando-as de "torpeza política" e "uma grave demonstração de desconhecimento da história". Acevedo manifestou à rádio Universo que "a primeira coisa que a Chancelaria deveria ter feito é chamar imediatamente para consultas" os embaixadores de ambos os países.

O senador opositor Eduardo Nakayama considerou que os ditos de Lula representaram "uma agressão desnecessária" sem justificação. Em declarações à rádio ABC Cardinal, questionou a passividade diante da situação: "Como você fica calado em uma situação dessas? Estão querendo colocar a culpa em você de ter iniciado uma guerra que terminou com seu país".

Nakayama sustentou que "a Guerra da Tríplice Aliança começa com a invasão brasileira do Uruguai", uma interpretação que afirmou não ser questionada senão na historiografia "imperialista brasileira".

Posições oficialistas

O senador oficialista Silvio Ovelar expressou que lhe "estranha que a Chancelaria não se tenha pronunciado" ante o que considerou uma "falta de respeito" ao Paraguai.

O presidente do Congresso, senador Basilio Núñez, emitiu um comunicado em redes sociais apontando que "os paraguaios conhecemos profundamente o que significou aquela guerra e o enorme custo humano, político e social que representou para nosso país". Núñez expressou sua esperança de que "quando este episódio é evocado pela máxima autoridade de um Estado irmão" se faça "com o respeito e a sensibilidade que merece uma tragédia que marcou para sempre a história do Paraguai".

Contexto histórico

A Guerra da Tríplice Aliança, também conhecida como "Guerra Grande", enfrentou o Paraguai contra Argentina, Brasil e Uruguai. Segundo historiadores, o conflito provocou a perda do 60 por cento da população local e deixou uma marca profunda na história nacional.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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