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Educação

De qualquer forma

14/05/2026 11:00 4 min lectura 0 visualizações

É a forma em que se pensa e se defende a que impede que nossa propriedade seja invadida, nossa liberdade seja aprisionada ou nossos negócios tropecem com imprevistos contratuais. Razões tão simples, mas tão poderosas justificam este imperativo. Não se deve interpor entre nós, nossas coisas e nossos interesses a pessoas sem devida formação. Ou seja, profissionais que adquirem uma suposta qualidade de qualquer forma.

Um profissional universitário exerce ou desempenha determinado ofício. Professa, cultiva, pratica sua ciência e sua arte. Sua atividade pressupõe uma educação superior, níveis de formação, produção de conhecimento, desenvolvimento do saber e do pensamento, no marco de finalidades que nossa legislação estabelece para uma pretendida extensão da cultura e de serviços à sociedade. Não em vão nossas normas jurídicas atribuem à formação universitária objetivos, competências, ética e consciência social. Apenas fazendo bem contribuímos à sociedade.

Criamos a identidade de uma sociedade de gente séria. Assumimos a responsabilidade de nossas decisões e erros. Não é, pois, admissível que as pessoas que pretendam profissões universitárias consigam títulos de qualquer forma. Quem aspira a isso inicia um caminho de obrigações. Na universidade está o reitor, o decano, o docente, o pesquisador, o funcionário, o estudante; pessoas que integram a instituição encarregada de garantir as formas.

Ao final deste conglomerado de relações, de instituições, de programas educativos, de cursos e carreiras, de normas jurídicas, encontra-se o título. Esse reconhecimento acadêmico que se outorga a quem culmina a carreira depois de cumprir satisfatoriamente as formas exigidas por sua educação superior. Daí sua importância central. Reconhece em quem o possui um mínimo de formação, ou seja, a forma ou a imagem produto desse processo.

A profissão é também uma carreira. O estudante corre contra o tempo que não tem entre trabalho, cansaço, necessidades e família. Corre contra sua limitação em genuíno esforço de superação.

Corre com a expectativa de que anos de aulas, palestras, exames, estudos, insônias, professores, colegas e notas com esforço simultâneo por buscar trabalho, ajudar a um familiar, alimentar-se, crescer, criar um filho, pagar dívidas e acumular experiência, lhe permitam transcender para melhorar sua vida ou a de seus. Retribui a oportunidade que talvez outros não tiveram.

Há, pois, atrás de cada carreira, um enorme bagagem moral que apenas colhe quem semeia anos de esforço. O título também reconhece isso. Por isso vale e não deve outorgar-se de qualquer forma. Falsificá-lo arriscará os aspectos mais importantes da vida das pessoas. Corrompe o reconhecimento e desvia o esforço. Mina o cimento moral de nossa sociedade e enrijece a virtude. Um título falso transforma-se em licença para delinquir. Devemos impedi-lo… de qualquer forma.

Entre cada paraguaio e sua saúde existe um médico que o atende. Entre um cidadão e sua casa situam-se um arquiteto ou um engenheiro que a constroem. Entre sua propriedade, sua liberdade ou seus negócios, um advogado que as defende. Por razões tão importantes como estas, a saúde, a casa, a propriedade, a liberdade ou os negócios não se podem atender de qualquer forma. É a forma em que nos atendem a que impede que nos enfermemos. É a forma em que se constrói a que impede que nossa casa desabe.

É a forma em que se pensa e se defende a que impede que nossa propriedade seja invadida, nossa liberdade seja aprisionada ou nossos negócios tropecem com imprevistos contratuais. Razões tão simples, mas tão poderosas justificam este imperativo. Não se deve interpor entre nós, nossas coisas e nossos interesses a pessoas sem devida formação. Ou seja, profissionais que adquirem uma suposta qualidade de qualquer forma.

Um profissional universitário exerce ou desempenha determinado ofício. Professa, cultiva, pratica sua ciência e sua arte. Sua atividade pressupõe uma educação superior, níveis de formação, produção de conhecimento, desenvolvimento do saber e do pensamento, no marco de finalidades que nossa legislação estabelece para uma pretendida extensão da cultura e de serviços à sociedade.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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