De 62 renúncias de médicos, 41 não têm validade, afirma MSP
Falhas. Até segunda-feira, o Ministério da Saúde Pública recebeu 62 demissões de especialistas de diferentes hospitais do país. Na terça-feira não houve nenhuma a mais. As notas foram apresentadas por especialistas do Hospital de Trauma e do Hospital General Pediátrico Niños de Acosta Ñu.
No entanto, das 62 demissões apresentadas, 41 receberam observações, conforme informou aos meios de comunicação o advogado Juan Marcelo Estigarribia, diretor de Gabinete do Ministério da Saúde Pública.
Estigarribia explicou que as mais de 40 assinaturas apresentam inconvenientes. Segundo detalhou, as que foram apresentadas fisicamente contêm uma impressão ou imagem e não são manuscritas, eletrônicas ou digitais válidas.
Esclareceu também que uma assinatura digitalizada não tem validade. Portanto, o recurso da assinatura manuscrita deve ser cumprido desde o ponto de vista legal para que o documento seja processado como corresponde.
Adiantou que estarão realizando a comunicação correspondente a quem realizou a assinatura desses documentos enviados ao MSP. Explicou também que desde a Direção de Assessoria Jurídica estão avaliando as particularidades de cada um dos documentos enviados pelos demissionários.
Também explicou que estão investigando sobre quantos vínculos renunciam. Conforme explicou, alguns dos profissionais de saúde têm um único vínculo.
Também está o caso dos multivínculos, há quem tenha mais de um, outros em um lugar contam com contrato e em outro hospital já foram nomeados.
Isto obrigará a revisar se a renúncia ocorre em todos os hospitais em que presta serviço ou somente em alguns deles, explicou o funcionário de saúde.
Com respeito aos prazos, explicou que desde ontem contam com 10 dias para aceitar as renúncias dos que têm vínculo permanente. Se a demissão for rejeitada, o médico deve continuar em seu cargo.
No caso do pessoal contratado, há 30 dias de prazo para aceitar a decisão assinada. A aceitação oficial ocorrerá uma vez que sejam cumpridos os prazos em ambas as situações.
Outra esclarecimento que deu o chefe de Gabinete é que as renúncias não podem ser realizadas em bloco. Tampouco através de representantes informais, mas as notas podem ser enviadas mediante gestores, ainda que a assinatura deva ter a validade legal correspondente.
Por enquanto, sinalizou que Saúde tem um plano para cobrir as eventuais vacancias de especialistas. Conforme contou, a pasta sanitária conta com um banco de dados de profissionais, oriundo dos concursos realizados.
Todos os que participaram do concurso vão se desprecarizar. Todos vão ser nomeados. Essa é uma boa notícia para o setor que participou do último concurso de desprecarização. Chegamos a 2.310 vagas, que era o que nos autorizou a equipe econômica no ano passado.
Explicou que a quantidade de inscritos superou os 13.000. Dessa cifra ficou em uma listagem de elegíveis. E essa listagem de forma integral vai entrar a desprecarizar-se e fazer parte do plantel permanente do ministério. Também consideram a possibilidade de contratar médicos aposentados, etc.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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