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Educação

Da sombra de uma mangueira a escola modelo: 22 anos de transformação educativa

14/05/2026 15:00 3 min lectura 88 visualizações
De la sombra de un mango a escuela modelo: 22 años de transformación educativa

Origem e vocação educativa

O que atualmente é uma instituição educativa consolidada, com mais de 500 alunos, aulas climatizadas e aulas de informática, nasceu há 22 anos sob a sombra de uma árvore de mango, com quadros-negros pendurados nos galhos e crianças escrevendo sobre papelão. A história da Escola Básica N° 7351 "13 de Maio", localizada no bairro San Antonio de Ciudad del Este, é também a história de uma comunidade que transformou a precariedade em esperança educativa.

No ano de 2004, o professor Amancio Noguera e a professora Evelyn María Martínez decidiram agir porque aproximadamente 80 crianças haviam ficado sem acesso à educação após o fechamento de outra instituição. Aquelas crianças chegavam até a Capela Virgem de Fátima buscando uma oportunidade, e ali começou o sonho de criar uma escola onde nenhum estudante fosse excluído por falta de recursos.

Crescimento diante da adversidade

"Comecei com 80 alunos e hoje temos 587, desde o jardim até a nona série", recordou o diretor Noguera durante a celebração do aniversário. "Mas começamos sob o pé da mangueira. Nem giz tínhamos. Usávamos carvão. Pendurámos o quadro-negro na árvore e os alunos vinham descalços", relatou.

Os primórdios foram marcados por enormes carências. As aulas se desenvolviam a céu aberto, utilizando caixas de tomate e pequenas cadeiras improvisadas porque não havia carteiras nem cadeiras. "Não tínhamos absolutamente nada. Trabalhávamos a puro pulmão e ad honorem", recordou o diretor.

Esforços sustentados da comunidade educativa

Nas tardes, os docentes organizavam vendas de chipa, empanadas e salada de frutas para arrecadar fundos e pagar as resoluções emprestadas que permitiam às crianças obter livros de notas com validade oficial. "No ano de 2005 saímos para fazer um censo e encontramos 150 crianças de 10 e 12 anos que nunca haviam frequentado a escola", contou.

Aquela realidade impulsionou ainda mais o compromisso dos educadores, que começaram ensinando desde pré-escolar até sexta série somente no turno matutino. A comunidade educativa começou então a buscar apoio. "Quando Deus tem um propósito em todas as coisas, quando alguém se propõe, consegue", afirmou o diretor.

Apoio comunitário e institucional

A escola conseguiu obter o terreno graças à doação do advogado Víctor Enríquez, enquanto a comunidade libanesa, encabeçada pelo cônsul sírio-libanês Mikhail Meskin, ajudou a construir o primeiro pavilhão. A visibilidade que a instituição ganhou pelas precárias condições iniciais também gerou solidariedade de meios de comunicação e outras entidades privadas.

"Diziam: 'Crianças da escola da Mangueira devem enfrentar os rigores do clima'. E era verdade. Não importava o frio ou o calor; se não chovesse forte, as crianças igual vinham. Vinham descalças, mas com amor"

Esta história de transformação educativa reflete como a dedicação de educadores comprometidos, o apoio comunitário e a solidariedade institucional podem converter desafios em oportunidades de desenvolvimento e acesso a educação de qualidade para populações vulneráveis.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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