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Paraguai

Crise no Chaco: estradas colapsadas, caminhões retidos e pedido de emergência nacional

06/05/2026 05:30 3 min lectura 0 visualizações
Crisis en el Chaco: caminos colapsados, camiones varados y pedido de emergencia nacional

A situação no Chaco paraguaio voltou a acender um sinal de alerta no setor produtivo. As intensas chuvas registradas nas últimas semanas deixaram estradas intransitáveis, produtores isolados e dezenas de caminhões retidos, em um cenário que volta a colocar em debate a histórica falta de infraestrutura em uma das principais regiões pecuárias do país.

Nevercindo Cordeiro, presidente da Regional Alto Paraguai da Associação Rural do Paraguai (ARP), descreveu um panorama crítico, com precipitações que superaram os 600 milímetros em poucos dias e que provocaram um colapso total da rede viária em várias zonas do departamento, segundo detalhou em uma entrevista com ABC.

"Realmente a situação é muito complicada", afirmou o dirigente, ao confirmar que existem caminhões detidos há vários dias em trechos como o que une La Paz com Teniente Esteban Martínez. "Há alguns caminhões, não sei exatamente quantos dias, mas são vários dias que estão parados aí. Inclusive teve que se levar alimento para eles para que não tenham maiores problemas", explicou.

O impacto não é apenas logístico, mas também humano. Embora não haja uma cifra exata, Cordeiro apontou que são principalmente motoristas de transporte os afetados. "A maioria da gente que temos conhecimento são os motoristas de caminhões", indicou.

A perspectiva de normalização também não é animadora. Mesmo que as chuvas cessem, o dirigente advertiu que a recuperação das estradas demandará várias semanas. "Até que se possa consertar as estradas leva mais ou menos 30 a 40 dias, porque o terreno está molhado e as máquinas não podem entrar", sustentou.

Diante desse cenário, o setor produtivo impulsiona um pedido formal para que se declare a emergência nacional no Chaco. Segundo Cordeiro, a situação afeta toda a região e requer uma resposta coordenada.

"A ideia é pedir emergência nacional para todo o Chaco porque não somente Alto Paraguai temos problemas, temos que trabalhar unidos para um Chaco melhor", expressou.

O dirigente também recordou que eventos climáticos recentes já tinham deixado um saldo significativo de afetados. "Da vez passada tínhamos já como quase 20 mil pessoas desabrigadas, das quais 90% eram indígenas", mencionou, destacando além disso as tarefas de assistência que vêm realizando instituições como a Secretaria de Emergência Nacional e o Ministério da Defesa.

Para além da conjuntura climática, Cordeiro colocou o foco em um problema estrutural: a falta de estradas de todo tempo em uma região-chave para a produção nacional. "Não podemos entender que não possamos ter estrada de todo tempo. É inadmissível", ressaltou.

O contraste entre o potencial produtivo e a precariedade da infraestrutura é um dos pontos mais críticos. Alto Paraguai passou de ter 250 mil cabeças de gado há 15 anos para cerca de 1,8 milhões atualmente.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.

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