CraneaMúsica encerra sua nona edição com conferências e showcases
No Centro Cultural Paraguayo-Americano se desenvolverá hoje o encerramento da nona edição de CraneaMúsica, um espaço de encontro para o ecossistema musical latino-americano que se converteu em uma tradição dentro da agenda da indústria. Após três dias de intensas atividades, o programa de hoje apresenta novas conferências, reflexões, aprendizados e apresentações musicais ao vivo, convocando figuras locais e referentes de distintas partes do mundo.
Agenda de hoje
A jornada começará às 10:00 com a conferência intitulada "Construir público no Paraguai: do algoritmo ao que vai ao show", que contará com a participação de Tomas Pendini (Alpogo), Pepe Rock (Rockmedia) e Sari Carri (artista).
Às 10:45 se realizará um debate em torno da pergunta: "A inteligência artificial se somou à mesa. Como devemos pensar a IA na música?", com a intervenção de Otávio Augusto Madureira, Nico Madoery e Gonzalo Gómez Forzley.
As atividades continuarão às 11:30 com a apresentação de Betto Arcos (US-Redpem) e Mavi Martínez sobre "Eu sou a cumbia" e a narrativa da música latina.
Um momento destacado será o showcases que dará início às 18:00, com a participação de MbarakaTrío, Fransia (Arg), Bastianes, Entre Hojas, Negroovs (Arg) e Purahéi Soul.
Consolidação da indústria
CraneaMúsica se estabeleceu como um espaço fundamental para o encontro, a internacionalização e o fortalecimento da indústria musical paraguaia e iberoamericana, continuando com seus processos de circulação e cooperação regional.
Lucas Toriño, diretor de Planea Música e responsável pela criação e sustentamento de CraneaMúsica, assinala que os objetivos desta edição incluem expandir a indústria musical e sua cadeia de valor para o mundo, transmitir informação e ferramentas que contribuam para a profissionalização do setor, gerar oportunidades de vinculação e consolidar o mercado.
"Mediante o trabalho sistemático deste projeto se logrou maior participação e circulação de agentes profissionais e músicos em mercados e circuitos internacionais, além de maior visibilidade e envolvimento de participantes do setor e de instituições públicas e privadas", explica Toriño.
Indústria sustentável
Segundo Toriño, a indústria musical no Paraguai já é sustentável. "As indústrias criativas em nosso país se sustentam primeiro que tudo desde o setor privado, mas também se está logrando mediante o diálogo, articulação e participação do setor civil, um maior envolvimento do Estado. Operando de maneira organizada e participando das convocatórias que se abrem desde as instituições públicas, se torna sustentável", comenta o diretor.
Perspectiva de mercado regional
Desde sua análise do mercado musical regional, a comercialização se orienta prioritariamente para a região do Cone Sul, com perspectivas de expandir os circuitos para outras latitudes. Respeito às necessidades no âmbito local, Toriño assinala que "falta mais união na cena, não só para sair em busca de lugares onde tocar, mas para desenhar programas e projetos comuns".
Espaços como CraneaMúsica funcionam como áreas de reflexão, crescimento e comercialização, permitindo que o intercâmbio de experiências com artistas e agentes da indústria global evidencie as carências e necessidades internas do setor.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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