Contrabando fronteiriço de suínos: sindicatos alertam sobre riscos para a sanidade suína nacional
A Associação de Criadores de Suínos do Paraguai (ACCP) e a Associação Paraguaia de Produtores de Suínos (APPC) expressaram seu reconhecimento ao trabalho realizado pela Inteligência da Polícia Nacional, pelo Ministério Público e pelo Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal (SENACSA), após uma operação que permitiu interceptar um transporte irregular de animais em uma zona de fronteira.
De acordo com o comunicado emitido por ambas as organizações, durante a madrugada desta quinta-feira foi interceptado um caminhão não habilitado pela SENACSA que transportava 40 suínos sem a tatuagem obrigatória exigida pela normativa sanitária vigente, mecanismo que permite identificar a origem dos animais e o estabelecimento de procedência.
"A ausência dessa identificação indica que os animais teriam ingressado no país de maneira irregular, possivelmente provenientes do Brasil, considerando que procediam de uma zona de fronteira", sinalizaram os sindicatos.
Desde o setor produtivo valorizaram a ação das autoridades e destacaram que a Polícia Nacional já teria identificado outros pontos de ingresso clandestino de animais vivos, pelo que se prevê a realização de novas operações nos próximos dias para continuar combatendo essas práticas ilegais.
As organizações advertiram que o ingresso irregular de animais gera consequências econômicas e sanitárias para toda a cadeia suína nacional.
"O contrabando de animais representa não apenas um grave prejuízo econômico para os produtores que trabalham dentro do marco legal, mas também uma séria ameaça para a sanidade animal nacional", expressaram.
Os sindicatos recordaram que o Paraguai construiu um dos padrões sanitários mais sólidos da região em matéria de produção suína, resultado do trabalho coordenado entre produtores, autoridades sanitárias e os diferentes atores da cadeia.
Nesse contexto, alertaram que a introdução de animais sem controles oficiais compromete um dos principais ativos estratégicos do setor.
"A introdução de animais sem controle sanitário, sem certificação e sem rastreabilidade coloca em risco esse patrimônio estratégico do país, podendo comprometer a saúde do rebanho suíno nacional, a confiança dos mercados internacionais e a competitividade do setor suíno paraguaio", indicaram.
Finalmente, a ACCP e a APPC riteraram seu respaldo aos controles impulsionados pelas autoridades e destacaram a importância de fortalecer as ações de vigilância para proteger a produção nacional, preservar o status sanitário do país e sustentar o desenvolvimento de uma atividade que continua ganhando relevância dentro dos agronegócios paraguaios.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.
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