Continuam as declarações em julgamento oral contra o ex-ministro Dany Durand
Perante os juízes Matías Garcete, Adriana Planás e Elsa García, depuseram como testemunhas Cecilia Leguizamón e Irma Aranda, entre outros, na audiência que se realiza no tribunal.
Além do ex-ministro Dany Édgar Xavier Durand Espínola, também estão acusados Fernando Román Fernández, Luz Marina González de Durand, Diana Teresita Britos de Román, Favio Arturo Britos Ocampo e María Patricia Espínola Durand.
A testemunha Cecilia Leguizamón declarou que entrou em uma modalidade de leilão onde iam oferecendo dinheiro, e chegou até aos 20 milhões. Disseram-lhe que havia sido adjudicada a construção de sua moradia e que começou a pagar a soma de G. 1.300.000.
Ressaltou que começou em janeiro de 2019 e que ia realizando os pagamentos, até que se inteirou pela imprensa de que a empresa havia quebrado, razão pela qual foi até às oficinas.
A mesma explicou que foi uma das vítimas do esquema da empresa Mocipar e que confiava nela, razão pela qual fez os pagamentos.
Por sua vez, a testemunha Irma Aranda González relatou que entrou em um plano para adquirir um veículo após a promessa de que a unidade lhe seria entregue na terceira semana depois de assinar o contrato. Disse que foi em julho de 2019 e que sua companheira viu a promoção e chegou ao local, situado em Azara e Manuel Fleitas de nossa capital.
Ali, pediu o veículo e lhe explicaram o sistema, razão pela qual pagou a quota inicial de G. 950 mil, e em três semanas lhe iam entregar o veículo. Como não o fizeram, foi reclamar e lhe disseram que estava a caminho, razão pela qual pagou a primeira quota mensal de G. 950 mil.
Porém, explicou que o veículo nunca foi entregue. Apesar dos reiterados reclamos, a empresa lhe indicava que continuasse esperando e, quando tentou se retirar do plano, lhe advertiram que poderia perder o dinheiro aportado.
A testemunha disse que depois viu na imprensa que a empresa quebrou, razão pela qual foi às oficinas e as encontrou fechadas e que já não obteve respostas a suas ligações. Igualmente, disse que conhecia outras pessoas que atravessaram situações similares, entre elas uma tal Gabi e um colega de trabalho.
Por sua parte, o advogado Óscar Tuma lhe consultou sobre o contrato, no qual admitiu que não leu integralmente o contrato no momento de assiná-lo, ainda que sustentasse que decidiu aderir ao plano confiando na promessa de uma entrega rápida do veículo.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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