Conasam definirá nesta quarta-feira a proposta de reajuste do salário mínimo
Reunião fundamental para definir o reajuste salarial
O Conselho Nacional de Salários Mínimos (Conasam) se prepara para uma reunião fundamental nesta quarta-feira, na qual remeterá ao Poder Executivo a recomendação oficial sobre o reajuste do salário mínimo que vigorará a partir de 1º de julho.
"Temos previsto já emitir uma recomendação", afirmou o presidente de Conasam e diretor do Trabalho, Jorge Rivas, em declarações à mídia. O funcionário destacou que as discussões continuam entre representantes de trabalhadores, empregadores e governo para alcançar uma posição consensuada.
"Cada um vem defender uma posição. Estamos dialogando para chegar a uma recomendação justa para todos", afirmou Rivas.
Processo anual de definição salarial
Como ocorre a cada ano, o reajuste salarial deve ser definido durante junho para sua entrada em vigor a partir do primeiro dia de julho. O principal ponto de debate gira em torno do mecanismo de cálculo que será considerado para a atualização.
Duas abordagens diferentes em cálculo
Se for aplicada exclusivamente a fórmula vigente baseada na inflação acumulada dos últimos doze meses, estimada em 2,4%, o salário mínimo teria um incremento de G. 69.577. Desta forma, passaria dos atuais G. 2.899.048 para G. 2.968.625.
No entanto, as centrais sindicais sustentam que esse ajuste resulta insuficiente diante do encarecimento do custo de vida e propõem um aumento significativamente maior. A proposta sindical aponta para um aumento de 20%, equivalente a G. 647.021 adicionais sobre o salário vigente.
Desafio de consenso entre setores
A diferença entre ambas as posições marca o principal desafio para a Conasam nas horas anteriores à definição. Enquanto os trabalhadores insistem em uma recomposição mais ampla da renda, o setor empresarial adverte sobre os possíveis efeitos que um incremento de maior magnitude poderia gerar sobre os custos laborais e a geração de emprego.
Uma vez emitida a recomendação, a decisão final ficará nas mãos do presidente da República, Santiago Peña, que deverá analisar a proposta e oficializar o novo montante mediante decreto.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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