Comunidades indígenas do país fortalecem sua produção com apoio do MAG
Acompanhamento integral para produtores indígenas
A produção agrícola de comunidades indígenas se fortalece mediante um acompanhamento técnico orientado a consolidar a segurança alimentar, a geração de ingressos e a participação de produtores em espaços de comercialização. O trabalho é liderado pela Direção de Extensão Agrária (DEAg), dependência do Ministério de Agricultura e Ganadería (MAG), responsável por oferecer assistência técnica a produtores da agricultura familiar campesina e indígena.
O abordagem implementado em comunidades indígenas contempla uma metodologia diferenciada, sustentada em um enfoque de direitos e de interculturalidade. Segundo explicou Petrona Fretes, chefa do departamento de Assistência Técnica a Comunidades Indígenas da DEAg, a assistência técnica integral com famílias indígenas implica reconhecer e respeitar a diversidade, acompanhando seus processos de desenvolvimento a partir de suas próprias realidades e saberes.
O trabalho de extensão nessas comunidades não apenas se enfoca na produção, mas também em um componente socioeducativo, orientado a fortalecer os meios de vida das famílias diante de contextos em transformação.
Cobertura e alcance territorial
Atualmente, o serviço chega a 59 comunidades indígenas, beneficiando 2.295 famílias registradas, das quais 1.168 correspondem a homens e 1.127 a mulheres. A cobertura é executada mediante 34 técnicos extensionistas indígenas, com maior presença na Região Oriental, onde se concentra o 85% do alcance institucional.
Produção para consumo e renda
A assistência técnica contempla duas linhas de ação alinhadas ao Plano Estratégico Institucional (PEI): o impulso de sistemas de produção agropecuária sustentáveis, inclusivos e resilientes, e o fortalecimento da organização e gestão associativa das famílias indígenas.
Entre os principais rubros promovidos figuram cultivos tradicionais como mandioca, milho chipa, milho tupí, feijão, batata-doce, habilla e amendoim, destinados principalmente ao autoconsumo, embora também representem oportunidades de renda mediante feiras agropecuárias, mercados majoristas, indústrias e acopiadores.
A isto se soma o fortalecimento de hortas familiares com hortaliças para consumo e comercialização, assim como o impulso sustentado ao cultivo de cebola de bulbo, implementado há cinco anos com resultados positivos. Fretes destacou que muitos produtores e produtoras já se identificam com este rubro e participam com orgulho em diferentes espaços comerciais.
Cada técnico extensionista elabora um Plano Operativo Anual adaptado às necessidades territoriais, com atividades específicas projetadas para cada contexto comunitário.
Maior visibilidade e participação
Entre os resultados mais animadores, destaca-se uma maior visibilidade do trabalho indígena dentro da instituição, assim como uma crescente valorização do serviço por parte das comunidades. Produtores indígenas participam atualmente em feiras de agricultura familiar com maior confiança, reconhecendo sua capacidade de participar como qualquer outro produtor.
Igualmente, um maior número de famílias indígenas acessa atualmente equipamentos e insumos para fortalecer seus sistemas produtivos, o que representa um avanço significativo na consolidação de seus meios de vida.
Desafios pendentes
Não obstante, reconhecem-se desafios importantes que requerem atenção contínua. Entre eles figuram a necessidade de ampliar a cobertura do serviço técnico e contar com um orçamento visibilizado que permita fortalecer a capacidade institucional para atender as demandas crescentes das comunidades indígenas.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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