Comunidades do Chaco aguardam recondicionamento de estradas após trabalhos de emergência
Situação atual no Alto Paraguai
A semanas de terem sido realizados os trabalhos de emergência para liberar as águas que mantinham isoladas várias localidades chaqueñas, a trégua climática transformou-se em uma contagem regressiva que enche de incerteza os moradores do Alto Paraguai.
A principal preocupação atual diante da ameaça de novas precipitações reside na falta de recondicionamento e carregamento dos trechos que foram intervenidos para a drenagem, os quais ficaram vulneráveis e em condições críticas.
Trabalho de emergência realizado
O trabalho de drenagem foi realizado por um grupo autodenominado Metiche, integrado por moradores, com apoio de pecuaristas, transportistas e comerciantes, que conformaram uma frente de emergência unindo recursos privados e escassas máquinas particulares. Penetraram nos pontos mais críticos da estrada para devolver a transitabilidade aos caminhos alagados pelas intensas chuvas.
Por meio de canalizações estratégicas, conhecidas pelos moradores locais como encaixados, conseguiram liberar a passagem da água acumulada e reabilitar provisoriamente o trânsito viário.
Pontos críticos sem reabilitação definitiva
O trecho que conecta o quilômetro 65 com Bahía Negra é um dos pontos que gera maior alarma entre os residentes. Para permitir o escoamento das águas acumuladas após o prolongado período de inundações, foi necessário realizar encaixados na estrutura da estrada.
Os encaixados, uma vez cumprido o objetivo de retirar a água, deveriam ser preenchidos e reabilitados pelas instituições responsáveis pela parte viária antes de que caísse nova chuva que pudesse inundar novamente; porém ainda aguardam essa solução.
A inquietação é palpável em comunidades como Toro Pampa, onde os vizinhos temem voltar a ficar presos em um círculo vicioso de isolamento se forem registradas novas chuvas.
Ninguém se ocupa de tapar o encaixado que teve que ser feito para drenar a estrada, ninguém aparece. Nossa preocupação é a chuva que possa cair e deixar tudo alagado, já que ainda não estão sendo carregados esses trechos onde foi realizada a drenagem.Assim expressou sua preocupação Amalio Valdez, morador de Toro Pampa.
Ausência de empresas contratadas
O que mais chama atenção dos afetados é a ausência das empresas contratadas que foram licitadas pelo Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC) para a manutenção dos caminhos do Chaco. Os vizinhos tentaram de diversas formas obter informações oficiais ou cronogramas de trabalho para saber se será realizada alguma intervenção urgente na estrada, mas até o momento só se depararam com a falta de respostas.
Antecedentes e compromissos pendentes
O isolamento é uma situação recorrente nesta época do ano nas localidades chaqueñas. Apesar do compromisso assumido pelo presidente Santiago Peña de impulsionar a pavimentação de estradas até Fuerte Olimpo e Bahía Negra, não há avanços concretos.
A Junta Departamental do Alto Paraguai remeteu em março uma nota ao Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC), manifestando sua preocupação pela lenta execução de trabalhos de melhoria de caminhos vicinais, reafirmando a falta de respostas por parte da pasta estatal.
Durante a verificação da obra da Ponte Bioceânica em Carmelo Peralta, com presença do presidente Peña, o conselheiro departamental Sergio Cuéllar valorizou os investimentos realizados em Carmelo Peralta, mas solicitou acelerar os projetos para o norte do Alto Paraguai.
O conselheiro apontou que comunidades como Fuerte Olimpo, Toro Pampa, San Carlos, María Auxiliadora e Bahía Negra continuam enfrentando graves dificuldades de acesso cada vez que se registram chuvas, pelo que pediu avançar com as obras viárias comprometidas para essa zona do departamento.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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