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Paraguai

Alto Paraná: Mais de 40 mulheres por mês solicitam assistência no Centro Regional das Mulheres

07/07/2026 08:45 4 min lectura 6 visualizações
Alto Paraná: Más de 40 mujeres al mes solicitan asistencia en el Centro Regional de las Mujeres

Demanda constante de assistência

A violência contra as mulheres continua sendo uma das principais problemáticas sociais em Alto Paraná. Apenas no que vai do ano, mais de 240 mulheres procuraram pela primeira vez o Centro Regional das Mulheres (CRM) de Ciudad del Este para solicitar assistência, uma cifra que reflete a demanda constante que enfrenta essa dependência do Ministério da Mulher, onde também é fornecido acompanhamento a dezenas de casos iniciados em anos anteriores.

Carolina Ramírez, coordenadora do Centro Regional, explicou que a instituição recebe em média mais de 40 novas usuárias cada mês, embora o volume real de trabalho seja muito maior devido aos processos de acompanhamento que as vítimas requerem. As intervenções incluem atendimento psicológico, orientação jurídica, assistência social e articulação com outras instituições públicas para garantir a proteção das mulheres.

"Podemos calcular mais de 40 usuárias por mês e uma média de 240 mulheres pela primeira vez que vieram a um único serviço. Depois já falamos dos acompanhamentos, das articulações e das mulheres que vêm de outros anos que ainda não terminaram seu processo, que continuam sua terapia ou que inclusive voltam porque iniciam um novo processo com outro agressor. Então são várias situações", manifestou Ramírez.

Atendimento integral a partir dos 15 anos

A coordenadora explicou que o Ministério da Mulher atende adolescentes e mulheres a partir dos 15 anos, considerando que cada vez são mais frequentes os casos de uniões precoces e violência em relacionamentos iniciados durante a adolescência.

"Nós como Ministério temos atendimento a partir dos 15 anos porque estamos visibilizando que muitas meninas dessa idade já acessam à união consensual. Então temos problemas a partir dos 15 anos até mulheres de 80 ou 90 anos", indicou Ramírez.

Porém, precisou que a maior quantidade de usuárias corresponde a mulheres adultas. "A maioria poderia dizer, sem temor a erro, que está entre os 29 e os 64 anos", expressou.

Funções além do atendimento

Ramírez destacou que o trabalho do Centro Regional não se limita apenas a receber solicitações de assistência por violência. Explicou que a equipe deve desenvolver simultaneamente atividades preventivas, educativas e de coordenação institucional em todo o departamento.

"Não apenas fazemos atendimento. Temos que realizar prevenção, sensibilização, capacitações, coordenar a Mesa de Prevenção com as autoridades departamentais e trabalhar no empoderamento econômico das mulheres, articulando com outras instituições do Estado para facilitar cursos e oportunidades de trabalho. São muitas atividades que devemos desenvolver durante todo o ano e informar permanentemente a Assunção", expressou.

A funcionária reconheceu que a carga de trabalho é importante considerando a quantidade de profissionais disponíveis para atender a demanda existente.

Infraestrutura em processo de habilitação

Enquanto o número de mulheres que requerem assistência continua aumentando, o Centro Regional segue funcionando em um imóvel cedido em comodato por Itaipu Binacional, na Área 4. A inauguração do moderno edifício construído pela Governação de Alto Paraná ainda não pôde ser concretizada.

A nova infraestrutura deveria entrar em funcionamento entre novembro e dezembro do ano anterior, mas uma série de inconvenientes administrativos atrasou sua habilitação por mais de meio ano. "Entre novembro e dezembro do ano passado já teria que ter sido habilitada. Mas quando houve a mudança de autoridades no Ministério teve que recomençar todo o processo. Foram revisados novamente os documentos e apenas em março pudemos retomar o programa. Isso fez com que a chamada para o equipamento se demorasse muito", recordou Ramírez.

Atualmente, a expectativa é que a mudança possa ser realizada em breve, com o que se espera melhorar significativamente as condições de atendimento às mulheres que requerem assistência.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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