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Internacional

Como o ex-presidente iraniano Ahmadineyad se tornou um dos mistérios mais estranhos da guerra no Irã?

27/05/2026 01:45 3 min lectura 25 visualizações
¿Cómo se convirtió el expresidente iraní Ahmadineyad en uno de los misterios más extraños de la guerra en Irán?

"Devem saber que este regime odiado (Israel) encontra-se em uma senda descendente rumo ao colapso, e pela graça de Deus se desmoronará, e nenhum fator poderá salvá-lo. Este regime chegou ao final de seu percurso e em breve será apagado do mapa".

Durante anos, declarações como essa converteram o ex-presidente iraniano Mahmoud Ahmadineyad em uma das figuras anti-israelitas mais conhecidas do mundo.

Questionou o Holocausto, classificou Israel como "regime fabricado" e defendeu o avanço do programa nuclear iraniano apesar das sanções.

Essas posições levaram funcionários israelitas a citá-lo frequentemente ao explicarem por que acreditavam que o Irã representava uma ameaça real.

Entretanto, o jornal norte-americano The New York Times informou que, em sua "planificação de pós-guerra", Estados Unidos e Israel haviam considerado um cenário no qual Ahmadineyad poderia romper com o establishment de segurança iraniano e emergir como um possível líder futuro.

Mas o plano fracassou, segundo o periódico, já que Ahmadineyad supostamente teria sido ferido em um ataque para liberá-lo de seu arresto domiciliar no início da guerra.

Ahmadineyad e seus colaboradores não responderam a essas afirmações e seu paradeiro continua desconhecido.

A notícia foi recebida com ceticismo por analistas norte-americanos e israelitas, que se indagam por que qualquer um dos dois países consideraria trabalhar com alguém associado há muito tempo a uma retórica extremamente anti-israelita.

Essa aparente contradição também levou alguns a repensar se a imagem de Ahmadineyad não teria sido sempre mais complexa do que parece.

Para entender quão delicada é a situação, devemos remontar aos anos em que Ahmadineyad começou a ganhar poder na política iraniana.

Em 2003, foi eleito prefeito de Teerã apesar de ser uma figura política praticamente desconhecida. Em 2005, chegou ao poder como presidente, com o aparente apoio do líder supremo, Ali Khamenei.

Durante sua campanha eleitoral utilizou slogans sobre justiça, simplicidade e combate à corrupção, mas rapidamente se tornou uma figura mundial, não por suas políticas internas, mas por seus comentários sobre Israel, Estados Unidos e o Holocausto.

Em outubro de 2005, na conferência "Um mundo sem sionismo", realizada em Teerã, Ahmadineyad afirmou: "Um mundo sem Estados Unidos e sem sionismo é possível".

Aproximadamente um ano depois, também foi realizada em Teerã a controversa Conferência Internacional para Revisar a Visão Global do Holocausto, um encontro ao qual compareceram conhecidos negacionistas do genocídio dos judeus e que desencadeou uma onda de reações internacionais.

Anos depois, alguns funcionários e analistas israelitas afirmaram abertamente que Ahmadineyad, com sua dura retórica e sua negação do Holocausto, de fato havia agido a favor de Israel.

Em 2008, Efraim Halevy, ex-chefe do Mossad, o descreveu como "o maior presente do Irã para Israel", ao apontar que suas declarações facilitavam que o mundo levasse a sério a ameaça iraniana.

Os apoiadores de Ahmadineyad descartaram essa afirmação e alegaram que ele simplesmente aplicava uma política agressiva e ideológica que se opunha a Israel e ao Ocidente.

Uma vez que deixou o cargo em 2013, Ahmadineyad entrou em um conflito crescente com o líder supremo Ali Khamenei e com atores do aparato de segurança iraniano, incluindo o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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